Um novo estudo analisou o quanto podemos confiar nas estimativas de gasto energético e MET (equivalente metabólico) em pessoas com diabetes tipo 1. A ideia foi simples: comparar medições diretas — feitas com analisador de gases — com valores estimados pela frequência cardíaca e pelo V̇O₂peak.
O que foi feito
Dez participantes com DM1 passaram por três situações: repouso, corrida moderada e exergame. Em todas elas, pesquisadores mediram o gasto energético real e depois compararam com a estimativa produzida pela fórmula mais usada na prática clínica.
O que encontraram
Nas atividades leves, como repouso, as estimativas acertaram bem.
Mas quando a intensidade aumentou, o erro também cresceu — e muito.
- Corrida (RS)
- MET real: 4.58
- MET estimado: 7.59
- Gasto energético real: 147 Kcal
- Estimado: 246 Kcal
→ Superestimação.
- Exergame (VS)
- MET real: 3.98
- Estimado: 5.77
- Gasto energético real: 129 Kcal
- Estimado: 184 Kcal
→ Superestima novamente.

No repouso, o erro foi mínimo. Já em atividades moderadas, a diferença passou de 50 Kcal — o que muda totalmente a interpretação do esforço.
O que isso significa
As fórmulas baseadas em frequência cardíaca e V̇O₂peak funcionam para baixa intensidade/repouso, mas possuem um erro quando a atividade exige mais. Para quem tem DM1 — onde controle preciso é crucial — confiar apenas em estimativas pode distorcer o impacto real do exercício.
Em resumo
- Estimativas são úteis? Sim, mas com cuidado.
- Substituem medições diretas? Não, especialmente em atividades moderadas.
- Melhor abordagem? Combinar métodos para entender como o corpo realmente responde ao exercício.
Citação principal
Do estimated metabolic equivalent and energy expenditure verify the physical effort of type-1 diabetics in resting and exercise situations? A randomized crossover trial
Gostou da informação? Compartilha com seu amigo(a).
Quer saber mais sobre o tema? Leia mais aqui nesse link

Deixe um comentário