Com a pandemia, muitos pacientes com diabetes tipo 2 tiveram que abandonar o treino presencial. A solução encontrada? O tele-exercício. Mas ele funciona tão bem quanto o treino tradicional? Um estudo recente analisou essa questão — e os resultados foram animadores.
O estudo
Pesquisadores avaliaram um programa de treinamento funcional remoto por 12 semanas, com duas sessões semanais de 60 minutos. Os participantes mediam a glicemia antes e depois do treino, permitindo comparar as respostas com dados de um programa presencial realizado antes da pandemia.
O que encontraram
Tanto no formato remoto quanto presencial, houve queda significativa da glicose após cada sessão.
- Treino presencial: redução média de 24,5 mg/dL
- Tele-exercício: redução média de 21,1 mg/dL
Mesmo com menor frequência semanal, o tele-exercício mostrou impacto semelhante no controle glicêmico — uma surpresa positiva para quem imaginava que o presencial seria muito superior.
Por que isso importa?
O tele-exercício amplia o acesso à prática física para pessoas com T2DM que têm pouca mobilidade, dificuldade de deslocamento ou precisam evitar ambientes cheios. Ele também oferece flexibilidade e pode ser adaptado às necessidades individuais, mantendo eficácia mesmo à distância.
Conclusão
O tele-exercício se confirma como uma estratégia prática, segura e eficiente para controlar a glicemia em diabéticos tipo 2. Com bons resultados mesmo com menos sessões semanais, ele surge como uma alternativa real para quem não pode treinar presencialmente.
Se o objetivo é controlar a glicemia sem depender de academia, essa modalidade pode ser o caminho.
Citação principal
Is a 12-week home-based functional teletraining for individuals with type 2 diabetes an alternative for blood glucose control?
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