Moraes impõe IOF, democratas rechaçam “tarifaço” de Trump e Chelsea se torna SAF recordista

Moraes ignora Congresso e obriga retorno do IOF

O impasse e a decisão

Em 16 de julho de 2025, o ministro do STF Alexandre de Moraes restabeleceu o decreto do governo Lula que elevou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mesmo após o Congresso ter tentado suspender a medida. A única exceção foi a retirada da cobrança referente às operações conhecidas como “risco sacado”, declaradas inconstitucionais e excluídas por Moraes.

Audiência frustrada

A reconciliação entre Executivo e Legislativo fracassou. Moraes promoveu uma audiência em 15 de julho, que terminou sem acordo — ambas as partes preferem que o STF decida judicialmente. Agora, o ministro segue sozinho como árbitro do conflito.

Reações no Congresso

O governo comemorou a vitória parcial, alegando respeito às prerrogativas presidenciais para alterar tributos e reforçando o ajuste fiscal. Já parlamentares manifestaram indignação: classificaram a decisão como “atropelo do Congresso”, acusando Moraes de ignorar a soberania legislativa. Além disso, o governo não apresenta medidas de redução de gastos, sobrando sempre para o cidadão brasileiro pagar.

O que muda

  • Para o governo: o aumento do IOF volta a valer “ex tunc” (retroativo), dando fôlego às contas públicas e ao chamado arcabouço fiscal.
  • Para o Congresso: fica mantida a restrição a tumultos entre poderes; mas a frustração prevalece após centenas de deputados apoiarem derrubar o decreto.

Congressistas democratas criticam “tarifaço” de Trump

A manobra de Trump

O ex-presidente Donald Trump anunciou tarifa de 50% sobre importações brasileiras, alegando pressão sobre o Brasil para encerrar o julgamento de Jair Bolsonaro. A medida provocou reações críticas nos EUA.

Reação dos democratas

  • O senador Ron Wyden (Finanças) chamou o ato de “abuso de poder” e afirmou que é “ilegal”.
  • Jeanne Shaheen (Relações Exteriores) afirmou que a tarifa “faz pouco sentido” por os EUA terem superávit com o Brasil.
  • Tim Kaine prometeu mobilizar “todos os meios” para barrar a medida.
  • Linda Sánchez criticou a taxa como “corrupção antidemocrática”, lamentando uma guerra comercial para favorecer aliados.

Consequências bilaterais

O “tarifaço” afetaria produtos brasileiros como café, carne e commodities, com impacto também nos consumidores americanos. Mesmo alguns republicanos moderados opõem-se à medida. No Congresso, há pressão de líderes democratas para forçar votação e revogação das taxas.


Chelsea é o primeiro SAF a conquistar todos os títulos

Feito histórico na Copa do Mundo de Clubes

No dia 13 de julho, o Chelsea venceu o Mundial de Clubes no MetLife Stadium (EUA), tornando-se o primeiro clube europeu sob o modelo SAF a conquistar todos os títulos possíveis: Champions League, Europa League, Conference League, Supercopa da UEFA e Mundial.

Caminho até o topo

  • Adoptou gestão empresarial desde 2003, com ações decisivas dos proprietários Abramovich e, desde 2022, Boehly & Clearlake Capital .
  • Investiu em infraestrutura, scouting, base, e equilíbrio entre performance e sustentabilidade.
  • A valorização do clube saltou 500 M€ entre 2023/24, resultado direto do modelo SAF.

Exemplo para o Brasil

Analistas apontam que o Botafogo segue esse caminho, com libertação em 2022 e conquistas na Copa Libertadores e no Brasileirão em 2024 . O modelo SAF se consolida como referência para clubes que buscam estrutura empresarial, aposta em talentos e visão de longo prazo .


A semana mostra três movimentos emblemáticos em diferentes cenários:

  • Na política brasileira, Alexandre de Moraes assume protagonismo e decide restaurar o IOF, mesmo contra o Congresso, reacendendo disputa entre poderes.
  • Na arena internacional, democratas no Congresso dos EUA mapeiam reação forte a um “tarifaço” que mistura comércio com alinhamento político.
  • No esporte global, o Chelsea fortalece o modelo SAF, consolidando sua gestão profissional com o título mundial e abrindo caminho para clubes que buscam eficiência e sustentabilidade.

Trata-se de três narrativas com alto impacto – econômico, diplomático e esportivo – que estimulam discussões sobre responsabilidade institucional, soberania legislativa, relações externas e inovação no futebol.

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