Copa do Mundo e economia: quanto a FIFA ganha e como o torneio movimenta empregos

A Copa do Mundo organizada pela FIFA vai muito além do futebol. O torneio é um dos maiores eventos econômicos do planeta, movimentando bilhões de dólares em direitos de transmissão, turismo, patrocínios, construção civil e geração de empregos temporários e permanentes.

Quanto a FIFA arrecada em uma Copa?

Na última edição da Copa do Mundo masculina, realizada no Qatar em 2022, a FIFA registrou receitas recordes. A entidade arrecadou cerca de US$ 7,5 bilhões no ciclo de quatro anos até a Copa, impulsionada principalmente por:

  • Direitos de transmissão televisiva;
  • Patrocínios globais;
  • Licenciamento de produtos;
  • Venda de ingressos e hospitalidade;
  • Marketing digital e publicidade.

Grande parte dessa receita vem do interesse global no torneio. A final da Copa costuma reunir bilhões de espectadores ao redor do mundo, tornando o evento extremamente atrativo para marcas multinacionais.

E os gastos?

Organizar uma Copa exige investimentos gigantescos. Os custos incluem:

  • Construção e modernização de estádios;
  • Aeroportos e mobilidade urbana;
  • Segurança;
  • Tecnologia;
  • Hospedagem;
  • Infraestrutura turística.

O Catar investiu valores estimados em mais de US$ 200 bilhões em infraestrutura relacionada ao evento, tornando-se a Copa mais cara da história. Já outras edições tiveram custos menores, mas ainda bilionários.

No caso da Copa de 2014 no Brazil, estimativas apontaram gastos públicos e privados superiores a R$ 25 bilhões, envolvendo estádios, aeroportos e obras urbanas.

Copa do Mundo gera empregos?

Sim. Megaeventos esportivos costumam aumentar significativamente a oferta de trabalho.

Durante o período de preparação e realização da Copa, há crescimento em setores como:

  • Construção civil;
  • Turismo;
  • Hotelaria;
  • Alimentação;
  • Transporte;
  • Segurança;
  • Comunicação e mídia;
  • Comércio local.

Na Copa do Catar, centenas de milhares de trabalhadores participaram direta ou indiretamente das obras e serviços ligados ao evento. No Brasil, estudos econômicos estimaram que a Copa de 2014 ajudou a gerar cerca de 1 milhão de empregos temporários e permanentes em diferentes áreas da economia.

Quanto esses empregos movimentam?

O impacto financeiro vai além dos salários pagos. O aumento da circulação de turistas e investimentos faz a economia girar em diversos níveis.

Exemplos de movimentação financeira:

  • Hotéis com alta ocupação;
  • Restaurantes mais cheios;
  • Aumento nas vendas do comércio;
  • Crescimento do transporte por aplicativos e táxis;
  • Expansão de pequenos negócios locais.

Em muitos países, a Copa também acelera obras que podem beneficiar a população por anos, embora especialistas debatam se o retorno financeiro realmente compensa os altos custos de organização.

Vale a pena sediar uma Copa?

Economicamente, a resposta depende do planejamento. Países com infraestrutura já desenvolvida tendem a reduzir custos e aumentar o retorno financeiro. Já nações que precisam construir praticamente tudo enfrentam maiores riscos de endividamento.

Mesmo assim, a Copa do Mundo continua sendo um dos eventos mais lucrativos e midiáticos do planeta, capaz de transformar temporariamente a economia de um país e gerar impactos globais no mercado de trabalho, turismo e investimentos esportivos.

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