Categoria: Resumos Científicos

  • Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Agosto de 2025)

    Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Agosto de 2025)

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  • O Impacto Cardiovascular das Cordas navais: Uma Comparação de Estratégias de Execução no Treino de Alta Intensidade

    O Impacto Cardiovascular das Cordas navais: Uma Comparação de Estratégias de Execução no Treino de Alta Intensidade

    O exercício intervalado de alta intensidade (HIIE) tem ganhado popularidade como um método de treinamento eficaz, especialmente devido à sua capacidade de melhorar a condição cardiovascular e promover a perda de gordura de forma eficiente e em pouco tempo. O American College of Sports Medicine destacou seus benefícios para indivíduos que buscam otimizar seus treinos em curtos períodos. Tradicionalmente, os ergômetros, como esteiras e cicloergômetros, foram as ferramentas mais utilizadas em sessões de exercícios intervalados. No entanto, uma modalidade relativamente nova — as cordas de batalha — tem surgido como uma alternativa a formas mais convencionais de exercício.

    A Crescente Popularidade das Cordas de Batalha

    As cordas de batalha são um equipamento versátil que se tornou popular tanto em treinamentos profissionais quanto em ambientes de treino recreativo. Inicialmente, essas cordas pesadas eram usadas em treinamentos militares, mas desde então se transformaram em uma ferramenta popular em aulas de ginástica, treinamento atlético e sessões de treino intervalado de alta intensidade. As cordas de batalha permitem o engajamento tanto da parte superior quanto da inferior do corpo, proporcionando um treino completo que pode ajudar a melhorar força, resistência e a condição cardiovascular.

    A vantagem de usar as cordas de batalha nesses intervalos reside no potencial de engajar mais grupos musculares simultaneamente, o que pode levar a uma maior demanda cardiovascular durante o exercício, em comparação com formas mais tradicionais, como correr na esteira ou pedalar na bicicleta ergométrica.

    Objetivo do Estudo e Metodologia

    O principal objetivo deste estudo foi comparar duas estratégias de execução diferentes — oscilação simultânea versus alternada — em um treinamento intervalado de sprints (SIE) utilizando as cordas de batalha. Especificamente, o estudo tinha como objetivo avaliar e comparar a frequência cardíaca máxima (FC máx) e o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) durante as sessões de exercício, com a hipótese de que essas duas diferentes modalidades de execução resultariam em respostas cardiovasculares distintas.

    Oito homens universitários participaram do estudo, com idade média de 24,9 anos e índice de massa corporal (IMC) médio de 25,2 kg/m². Esses participantes não tinham experiência prévia com exercícios com cordas de batalha, o que permitiu um estudo mais controlado das respostas cardiovasculares agudas a essa modalidade de exercício. O protocolo experimental envolveu duas estratégias diferentes de exercício com cordas de batalha: uma em que os participantes usaram ambos os braços simultaneamente (oscilação simultânea) e outra em que alternaram os braços (oscilação alternada). Cada sessão de exercício consistiu em quatro sprints de 30 segundos com 4 minutos de recuperação passiva entre cada rodada. A ordem de execução foi randomizada para eliminar qualquer viés potencial nos resultados.

    Resultados: Comparando Oscilação Simultânea vs. Alternada

    Os resultados do estudo revelaram que não houve diferenças significativas nas respostas cardiovasculares entre as duas modalidades de exercício com cordas de batalha. Tanto as oscilações simultâneas quanto as alternadas produziram valores semelhantes de FC máxima e VO2 máximo. Especificamente, o VO2 máximo médio alcançado durante os quatro períodos de oscilação alternada e simultânea foi de 76,52 ± 12,71% e 79,58 ± 15,58%, respectivamente. Esses percentuais indicam que a intensidade do exercício foi bastante alta, com os valores de VO2 máximo alcançando quase 80% do consumo máximo de oxigênio dos participantes.

    De maneira semelhante, os dados de frequência cardíaca revelaram que não houve diferenças significativas entre as duas estratégias de execução. A FC máxima média alcançada durante os quatro períodos de exercício foi de 85,15 ± 7,10% para as oscilações alternadas e 88,29 ± 5,14% para as oscilações simultâneas. Esses resultados indicam que ambas as modalidades de exercício provocaram uma resposta cardiovascular similar, com os participantes trabalhando em uma intensidade muito alta durante os sprints intervalados.

    Interpretação e Implicações

    O fato de ambas as estratégias de execução terem levado a respostas cardiovasculares semelhantes é um achado importante do estudo. Esse é um ponto relevante para indivíduos que buscam incorporar as cordas de batalha em suas rotinas de treino, pois implica que qualquer uma das modalidades pode ser utilizada de forma eficaz para alcançar benefícios cardiovasculares elevados.

    Além disso, os resultados também destacam que os exercícios com cordas de batalha podem ser uma ferramenta eficaz para melhorar e manter o VO2 máximo, um importante indicador de condição cardiovascular. Os valores de VO2 máximo alcançados durante as sessões de exercício foram suficientes para desafiar o sistema cardiovascular dos participantes, sugerindo que as cordas de batalha podem ser uma excelente alternativa para o treinamento intervalado de alta intensidade.

    Treino com cordas navais e sua demanda cardiovascular

    Em conclusão, o estudo demonstra que os exercícios intervalados de sprints utilizando as cordas de batalha — realizados tanto com oscilações simultâneas quanto alternadas — podem gerar respostas cardiovasculares semelhantes em termos de frequência cardíaca e consumo de oxigênio.

    Para entusiastas do fitness e atletas que buscam variar suas rotinas de treino, as cordas de batalha oferecem uma maneira empolgante e eficaz de incorporar o treinamento intervalado de alta intensidade, sem a necessidade de equipamentos tradicionais.

    Citação principal

    Metabolic Comparison During Protocol of Battling Rope Exercise Using Different Implementation Strategies

    https://www.researchgate.net/publication/347954481_Metabolic_Comparison_During_Protocol_of_Battling_Rope_Exercise_Using_Different_Implementation_Strategies

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  • Tecnologia e Controle da Hipertensão: Efeito de Diferentes Estímulos Tecnológicos em Hipertensos

    Tecnologia e Controle da Hipertensão: Efeito de Diferentes Estímulos Tecnológicos em Hipertensos

    A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, afetando uma grande parcela da população mundial. O controle da pressão arterial é crucial para prevenir complicações graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais. Nesse contexto, intervenções que incentivam mudanças no estilo de vida dos hipertensos, como a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e o aumento da atividade física, têm se mostrado eficientes.

    Objetivo do Estudo

    O principal objetivo deste estudo foi comparar o efeito de diferentes tipos de acompanhamento tecnológico no controle de variáveis cardiovasculares e antropométricas de adultos hipertensos. Para isso, foram analisados três grupos de participantes: o grupo de intervenção padrão (sem acompanhamento), o grupo de intervenção por ligação telefônica (com acompanhamento por telefone) e o grupo de intervenção via aplicativo (com acompanhamento por mensagens de WhatsApp). O estudo teve duração de 12 semanas, e as variáveis cardiovasculares, como pressão arterial sistólica e frequência cardíaca, bem como as variáveis antropométricas, como a circunferência abdominal, foram avaliadas antes e depois da intervenção.

    Metodologia

    O estudo envolveu 23 adultos hipertensos, os quais foram randomizados em três grupos distintos. No grupo de intervenção padrão, os participantes não receberam qualquer acompanhamento, e suas mudanças foram analisadas apenas com base nas orientações iniciais. O grupo de intervenção por ligação telefônica contou com o suporte de ligações regulares para o monitoramento da pressão arterial e para fornecer incentivo e orientações sobre hábitos saudáveis. Já o grupo que utilizou o aplicativo recebeu apoio por meio de mensagens enviadas via WhatsApp, com lembretes sobre cuidados com a saúde, incentivos à prática de atividades físicas e orientações nutricionais.

    O acompanhamento das variáveis cardiovasculares e antropométricas foi realizado antes e após as 12 semanas de intervenção. A pressão arterial sistólica, a frequência cardíaca e a circunferência abdominal foram as principais medições tomadas para avaliar o impacto das intervenções.

    Resultados

    Os resultados do estudo revelaram alguns pontos interessantes. Primeiramente, não houve diferença significativa entre os grupos, tanto no que se refere à forma de acompanhamento (telefone, WhatsApp ou sem acompanhamento) quanto nas respostas cardiovasculares e antropométricas. Isso sugere que, embora a tecnologia tenha se tornado uma ferramenta útil no monitoramento de condições de saúde, ela não tenha oferecido uma vantagem clara sobre as intervenções mais tradicionais de acompanhamento presencial ou telefônico, pelo menos no que diz respeito aos parâmetros analisados.

    No entanto, um aspecto importante que surgiu dos dados foi a significativa redução da pressão arterial sistólica, da frequência cardíaca e da circunferência abdominal no grupo intervenção padrão (sem acompanhamento). Esses resultados são notáveis, pois sugerem que a intervenção em si — mesmo sem o uso de tecnologias como o WhatsApp ou ligações telefônicas — teve um impacto positivo sobre os participantes, que foram incentivados a melhorar seus hábitos de vida. A pressão arterial sistólica foi reduzida de forma significativa (p = 0,040), a frequência cardíaca também apresentou uma diminuição relevante (p = 0,010) e a circunferência abdominal teve uma redução significativa (p = 0,039). Esses resultados são fundamentais, pois indicam que mudanças no estilo de vida podem ser promovidas com base em um simples programa de intervenções, sem a necessidade de recursos tecnológicos avançados.

    Efeitos no Comportamento dos Participantes

    Outro ponto importante do estudo foi o impacto nas mudanças de comportamento dos participantes. Mesmo sem diferenças significativas nas respostas clínicas entre os grupos, houve uma transformação no estilo de vida dos voluntários.

    Essas mudanças de comportamento são fundamentais para o controle da hipertensão e para a prevenção de complicações a longo prazo. A atividade física regular e uma alimentação balanceada são dois pilares essenciais no tratamento da hipertensão. O fato de que os participantes começaram a adotar essas mudanças, embora não tenha sido observado um efeito diferencial entre os métodos de acompanhamento, sugere que as intervenções realizadas foram eficazes para aumentar a conscientização sobre a importância de um estilo de vida saudável.

    Implicações para a Prática Clínica

    Apesar de não ter sido observada uma diferença significativa nos resultados entre os grupos, os achados do estudo fornecem importantes insights para a prática clínica. As reduções na pressão arterial, frequência cardíaca e circunferência abdominal no grupo intervenção padrão indicam que a educação sobre hábitos saudáveis e a adesão a programas de mudança de estilo de vida podem ser eficazes para o controle da hipertensão, mesmo sem a necessidade de tecnologias sofisticadas.

    A mudança de comportamento dos participantes, com o aumento da atividade física e a melhoria nos hábitos alimentares, foi um resultado positivo, indicando que estratégias simples e acessíveis podem ser eficazes no controle da hipertensão. Esses achados podem guiar futuras abordagens de tratamento e prevenção da hipertensão, oferecendo soluções que são tanto práticas quanto eficazes.

    Citação principal

    CARDIOVASCULAR AND ANTHROPOMETRIC ANALYSISOF INTERVENTION WITH TECHNOLOGICAL SUPPORT IN HYPERTENSIVES: A RANDOMIZED CLINICAL TRIAL

    https://www.researchgate.net/publication/347298204_Analise_cardiovascular_e_antropometrica_de_intervencao_com_apoio_tecnologico_em_hipertensos_ensaio_clinico_randomizado

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    https://justbriefit.com/impacto-de-projeto-social-na-qualidade-de-vida-e-estilo-de-vida-de-iniciantes-uma-analise-de-um-ano-de-intervencao
  • Impacto de Projeto  social na Qualidade de Vida e Estilo de Vida de Iniciantes: Uma Análise de um Ano de Intervenção

    Impacto de Projeto social na Qualidade de Vida e Estilo de Vida de Iniciantes: Uma Análise de um Ano de Intervenção

    A crescente prevalência de inatividade física entre a população brasileira tem se tornado uma preocupação importante para gestores de saúde pública. Esse cenário é ainda mais crítico nas grandes cidades, como João Pessoa-PB, onde, apesar da disponibilidade de espaços e programas voltados para a prática de atividade física (AF), uma parcela significativa da população continua fisicamente inativa.

    O projeto “João Pessoa Vida Saudável” (JPVS), uma iniciativa pública voltada para a promoção de saúde por meio da prática de atividade física, é uma resposta a essa necessidade.

    Características Sociodemográficas e Estilo de Vida dos Participantes

    A amostra do estudo foi composta por 105 iniciantes no projeto JPVS, dos quais 91% eram mulheres. Esse dado revela que a maioria dos participantes do programa são do sexo feminino, o que é relevante, pois destaca uma tendência de maior envolvimento feminino com iniciativas de saúde pública. No entanto, também é possível observar a necessidade de estratégias para aumentar a adesão masculina a programas semelhantes.

    A faixa etária, embora não especificada, pode ser inferida a partir dos dados apresentados, já que 47% dos participantes eram casados e 59% haviam cursado o ensino médio ou superior, sugerindo que muitos participantes são adultos em uma fase de vida consolidada. O nível educacional dos participantes é um fator relevante, pois pode impactar diretamente a compreensão dos benefícios da atividade física e a adesão a mudanças no estilo de vida. Quanto ao estilo de vida, um dado relevante foi que 68% dos participantes indicaram insuficiência na prática de atividade física antes de ingressarem no projeto. Este dado revela o desafio inicial enfrentado por muitos brasileiros em integrar a atividade física ao seu cotidiano, um problema amplificado pela vida sedentária típica das grandes cidades.

    Além disso, o estudo revelou que, embora os índices de tabagismo e etilismo entre os participantes fossem baixos, 71% dos participantes relataram preocupação com dor ou desconforto físico, o que pode ser um reflexo de condições de saúde pré-existentes. Esses dados apontam para a necessidade de se considerar fatores como a dor crônica e o desconforto físico ao planejar e implementar programas de intervenção em saúde, garantindo que as atividades propostas sejam adequadas às limitações e necessidades dos participantes.

    Impacto do Programa na Qualidade de Vida

    Um aspecto central do estudo foi a análise da qualidade de vida (QV) dos participantes após um ano de intervenção. A QV foi medida em diversos aspectos, como bem-estar físico e mental, satisfação com a saúde e a percepção geral de qualidade de vida. Ao final de um ano de participação no projeto, 67% dos participantes relataram estar satisfeitos com a saúde e 75% estavam satisfeitos com sua qualidade de vida. Esses resultados indicam que o projeto teve um impacto positivo sobre a percepção dos participantes em relação à sua saúde e ao seu bem-estar.

    Entretanto, é importante ressaltar que 71% dos participantes ainda relataram preocupação com dor ou desconforto físico, o que sugere que, apesar dos avanços, ainda há desafios a serem enfrentados. O desconforto físico pode ser uma barreira significativa para a adesão contínua a programas de atividade física, especialmente em pessoas com condições de saúde preexistentes ou com idade avançada. Por isso, é essencial que os programas de saúde pública considerem essa questão e ofereçam opções de atividades adaptadas a diferentes níveis de capacidade física.

    Para que serve essas informações científicas?

    Esses achados fornecem direções valiosas para gestores e profissionais da saúde no desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes para a promoção da atividade física e o bem-estar. A inclusão de estratégias que considerem as limitações dos participantes, como atividades físicas de baixo impacto para aqueles com dor crônica ou outras condições de saúde, pode ser crucial para garantir a adesão e o sucesso a longo prazo desses programas. Além disso, a criação de campanhas educativas para promover a importância da atividade física e hábitos saudáveis pode ajudar a reduzir a prevalência de inatividade física e melhorar a saúde geral da população.

    Por fim, o estudo contribui para o avanço do conhecimento sobre o impacto dos programas públicos de atividade física, especialmente em contextos urbanos como João Pessoa. Com base nesses dados, é possível aperfeiçoar os programas existentes e criar novos modelos de intervenção que atendam de forma mais eficaz às necessidades da população, promovendo um estilo de vida mais saudável e uma melhor qualidade de vida para todos.

    Citação principal

    Características sociodemográficas, estilo de vida e qualidade de vida de participantes de um projeto público de atividades físicas em João Pessoa-PB

    https://www.researchgate.net/publication/347663542_Caracteristicas_sociodemograficas_estilo_de_vida_e_qualidade_de_vida_de_participantes_de_um_projeto_publico_de_atividades_fisicas_em_Joao_Pessoa-PB

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  • Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Julho de 2025)

    Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Julho de 2025)

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  • Impacto de 5 semanas de pré temporada na Composição Corporal e no VO2max de Jogadores de Futebol Profissional

    Impacto de 5 semanas de pré temporada na Composição Corporal e no VO2max de Jogadores de Futebol Profissional

    A preparação física no futebol profissional desempenha um papel crucial no desempenho dos atletas, não apenas durante a temporada, mas também na fase de pré-temporada, onde os fundamentos da condição física são estabelecidos. Através de uma amostra composta por jogadores de futebol da Série A1 do Campeonato Pernambucano de 2019, este estudo visa demonstrar como uma breve, mas intensa, fase de preparação pode impactar positivamente a saúde e o desempenho físico dos atletas.

    Objetivo do Estudo

    O estudo teve como objetivo investigar as mudanças no VO2max e na composição corporal de atletas de futebol após cinco semanas de treinamento físico específico. O VO2max, considerado o parâmetro de referência para avaliar a capacidade aeróbica de um indivíduo, é um dos principais indicadores do condicionamento físico no futebol. Além disso, a composição corporal, que inclui o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura (CC), a relação cintura-estatura (Rcest) e o percentual de gordura corporal, é essencial para entender a eficiência do corpo do atleta em termos de força, resistência e velocidade.

    Metodologia

    A pesquisa envolveu 22 atletas masculinos profissionais de futebol da Série A1 do Campeonato Pernambucano de 2019, com idade média de 24,0 ± 3,6 anos. Para avaliar as mudanças ocorridas durante o período de cinco semanas de pré-temporada, foram analisados o VO2max por meio do teste de 1600 metros e variáveis antropométricas (IMC, CC, Rce, e percentual de gordura corporal).

    Resultados e Discussão

    Os resultados mostraram uma evolução significativa nas variáveis analisadas, indicando a eficácia do programa de treinamento. Após as cinco semanas de preparação física, os jogadores apresentaram uma melhora substancial no VO2max, com o aumento da capacidade aeróbica. Isso significa que os atletas passaram a ser mais eficientes na utilização do oxigênio durante o esforço físico, um fator essencial para sustentar o ritmo intenso do futebol ao longo de toda uma partida.

    Além do aumento do VO2max, foram observadas melhorias consideráveis na composição corporal dos jogadores. O índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura (CC) e a relação cintura-estatura (Rcest) apresentaram redução, o que é indicativo de uma diminuição da gordura corporal e um aumento na proporção de massa magra. A diminuição do percentual de gordura corporal é particularmente importante no contexto do futebol, onde a redução do peso corporal sem perda de força pode resultar em um desempenho melhorado, maior agilidade e resistência durante os jogos.

    Esses resultados indicam que um programa de treinamento bem estruturado na fase de pré-temporada pode não apenas melhorar o condicionamento físico, mas também otimizar a composição corporal dos atletas. Os jogadores com menos gordura corporal e maior quantidade de massa magra possuem uma vantagem competitiva, pois sua resistência e agilidade tendem a ser melhores, além de terem uma capacidade superior de se recuperar após os esforços intensos durante as partidas.

    Implicações Práticas

    Os resultados do estudo reforçam a importância de uma preparação física robusta para o sucesso no futebol. Treinamentos que busquem melhorar o VO2max e reduzir o percentual de gordura corporal não apenas aumentam a resistência dos atletas, mas também os preparam melhor para as exigências de um jogo competitivo. Com isso, os clubes de futebol podem considerar a implementação de regimes de treinamento focados não apenas no desenvolvimento técnico e tático, mas também na melhoria do condicionamento físico geral dos jogadores.

    Através de uma abordagem focada e intensa, com a inclusão de exercícios aeróbicos e de força bem planejados, é possível maximizar o potencial dos jogadores e garantir que eles estejam prontos para enfrentar os desafios de uma temporada exigente, com o melhor desempenho possível.

    Citação principal

    Cinco semanas de pré-temporada alteram o consumo máximo de oxigênio e a composição corporal de futebolistas?

    https://www.researchgate.net/publication/342253010_Cinco_semanas_de_pre-temporada_alteram_o_consumo_maximo_de_oxigenio_e_a_composicao_corporal_de_futebolistas

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  • Segurança Glicêmica em Pessoas com Diabetes Tipo 1 Durante uma sessão de Exercícios musculação

    Segurança Glicêmica em Pessoas com Diabetes Tipo 1 Durante uma sessão de Exercícios musculação

    O diabetes tipo 1 (DM1) é uma condição crônica autoimune em que o sistema imunológico ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Isso leva à necessidade do uso de insulina exógena para controlar os níveis de glicose no sangue. Para pessoas com DM1, a prática de exercícios físicos pode se tornar um desafio, pois o corpo já tem dificuldades em manter a homeostase glicêmica devido à insuficiência de insulina. Esse desafio é ainda mais complicado quando o exercício físico é praticado, pois a atividade pode alterar rapidamente os níveis de glicose no sangue, criando um cenário que pode se tornar perigoso sem o controle adequado.

    O Desafio da Glicemia no Exercício para Pessoas com Diabetes Tipo 1

    Durante o exercício físico há um aumento na captação de glicose pelos músculos. Isso pode levar a uma diminuição temporária nos níveis de glicose no sangue. Em pessoas com DM1, essa redução pode ser problemático se não for monitorada adequadamente, resultando em hipoglicemia, o que pode ser perigoso, uma vez que a insulina administrada não tem um controle natural ajustado pelo pâncreas. A questão central para a população com diabetes tipo 1 é: como equilibrar os benefícios dos exercícios de resistência sem colocar em risco a segurança glicêmica durante e após o exercício?

    O Estudo: Avaliando a Segurança Glicêmica em Exercícios de Resistência

    O estudo envolveu 12 participantes adultos com diabetes tipo 1, sendo 7 homens e 5 mulheres que realizaram uma sessão de exercício de resistência com intensidade moderada (60% de 1 RM, ou seja, 60% do máximo que cada participante seria capaz de levantar em uma única repetição). A sessão foi composta por sete diferentes exercícios de resistência, com o objetivo de simular uma rotina de treino comum para a população geral.

    Para medir os efeitos do exercício sobre os níveis glicêmicos, a glicose capilar foi verificada em três momentos diferentes: antes da sessão de exercício (Glicemia Pré-sessão ou GP), imediatamente após a sessão (Glicemia Imediata ou GIA) e 20 minutos após o exercício (Glicemia 20 minutos ou G20). Esses intervalos permitiram avaliar tanto os efeitos imediatos quanto a recuperação pós-exercício dos níveis de glicose.

    Resultados e Implicações Clínicas: Efeitos Positivos na Glicemia sem Riscos de Hipoglicemia

    Os resultados do estudo revelaram que a variação relativa (delta) entre os níveis de glicose apontam uma diferença significativa entre a glicemia no momento imediato após o exercício (GIA) e 20 minutos após o exercício (G20), quando comparados ao valor inicial (GP). Essa variação indicou uma redução clínica importante nos níveis de glicose após a sessão de exercício, com uma diminuição média de aproximadamente 37 mg/dL entre GIA e GP, e de 45 mg/dL entre G20 e GP.

    Além disso, o estudo não observou nenhum caso de hipoglicemia, o que significa que os participantes não apresentaram níveis de glicose tão baixos a ponto de comprometer sua segurança durante e após o exercício. Esses achados são significativos porque mostram que o exercício de musculação de intensidade moderada pode ser seguro para pessoas com diabetes tipo 1, sem o risco imediato de hipoglicemia, um problema comum entre pessoas com diabetes quando a glicose no sangue diminui excessivamente.

    Benefícios do Exercício de Musculação em Pessoas com Diabetes Tipo 1

    Por fim, o estudo reafirma que sessões de exercício de musculação de intensidade moderada são, de fato, seguras para pessoas com diabetes tipo 1, desde que sejam seguidos os cuidados necessários para o monitoramento da glicemia. A redução dos níveis glicêmicos observada após o exercício não levou a episódios de hipoglicemia, o que sugere que esse tipo de exercício pode ser integrado de forma segura à rotina de treinamento de pessoas com diabetes tipo 1.

    Citação principal

    Analysis of glycemic safety of a moderate-intensity resistance exercise session in patients with diabetes type 1

    https://www.researchgate.net/publication/340322496_Analysis_of_glycemic_safety_of_a_moderate-intensity_resistance_exercise_session_in_patients_with_diabetes_type_1

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  • Agilidade em Goleiros de Futebol e Futsal: Comparando Desempenho em Diferentes Superfícies

    Agilidade em Goleiros de Futebol e Futsal: Comparando Desempenho em Diferentes Superfícies

    A agilidade é uma habilidade crucial para goleiros, seja no campo de futebol ou na quadra de futsal. Esses atletas precisam ser capazes de mudar rapidamente de direção, reagir com rapidez aos chutes e se manter altamente responsivos em ambientes dinâmicos. No entanto, um fator que pode impactar o desempenho na agilidade, mas que ainda não foi explorado de forma suficiente, é o tipo de superfície. O futebol é tradicionalmente jogado em campo de grama natural, enquanto o futsal é praticado em pisos de madeira. Será que essas diferenças de superfície alteram o desempenho na agilidade?

    Desenho do Estudo: Comparação Entre Superfícies e Esportes

    Este estudo foi realizado com um design crossover, envolvendo 16 goleiros masculinos (8 de futebol e 8 de futsal), todos adolescentes (com idade média de 16 anos). Os goleiros participaram do estudo para avaliar o desempenho na agilidade por meio de dois testes amplamente utilizados: o T-test (TT) e o Square test (ST). Esses testes de agilidade foram projetados para avaliar a capacidade do atleta de mudar rapidamente de direção e navegar em um percurso que simula os movimentos imprevisíveis comuns tanto no futebol quanto no futsal.

    Resultados: Diferenças de Superfície e Esporte no Desempenho de Agilidade

    Os resultados do estudo foram interessantes, especialmente para aqueles que se interessam pelas sutilezas do desempenho atlético em diferentes superfícies e esportes. Ao comparar o desempenho na agilidade dos participantes, observou-se um pequeno efeito da superfície nos resultados. Os tempos do T-test na grama (10,90 segundos) e na madeira (10,80 segundos) foram praticamente idênticos, enquanto o Square test também apresentou diferenças mínimas: 5,82 segundos na grama e 5,87 segundos na madeira. Esses resultados indicam que o tipo de superfície (grama vs. madeira) não produziu diferenças estatisticamente significativas no desempenho de agilidade (p > 0,05).

    Ao comparar os dois grupos de goleiros – os de futebol e os de futsal – também não houve diferenças significativas nos seus desempenhos de agilidade. Ambos os grupos apresentaram desempenhos semelhantes em ambos os testes e superfícies. Os goleiros de futebol levaram, em média, 11,10 segundos no T-test e 5,80 segundos no Square test, seja na grama ou na madeira. Os goleiros de futsal mostraram uma leve vantagem na grama no T-test (10,60 segundos), mas seu desempenho geral no Square test (5,81 segundos na grama) foi semelhante ao dos goleiros de futebol. Esses resultados sugerem que o esporte específico praticado pelo goleiro não afetou significativamente sua agilidade em qualquer superfície.

    Compreendendo as Implicações

    A Superfície e o Esporte Podem Afetar a Agilidade?

    À primeira vista, esses resultados podem parecer surpreendentes, especialmente considerando as diferenças entre o futebol e o futsal. No entanto, o estudo constatou que o tipo de superfície teve apenas um impacto pequeno no desempenho de agilidade de ambos os grupos, e as diferenças entre os goleiros de futebol e futsal foram negligíveis. Isso pode ocorrer porque, apesar das diferenças nos ambientes dos dois esportes, ambos os tipos de goleiros exigem habilidades de agilidade semelhantes. Ambos os jogadores precisam realizar mudanças rápidas de direção, reagir rapidamente aos movimentos imprevisíveis da bola e manter o equilíbrio enquanto cobrem a área do gol. É possível que, independentemente da superfície ou do esporte, as exigências de agilidade sejam amplamente semelhantes, levando a desempenhos comparáveis.

    O Efeito da Superfície Não é Suficiente para Alterar a Agilidade de Goleiros de Futebol e Futsal

    Para goleiros masculinos jovens, o tipo de superfície em que os testes de agilidade são realizados não parece ter grande influência no desempenho. Tanto os goleiros de futebol quanto os de futsal exibiram habilidades de agilidade semelhantes, independentemente de estarem sendo testados na grama ou na madeira. Isso implica que os goleiros de ambos os esportes podem transferir suas habilidades de agilidade de um ambiente para o outro sem sofrer grandes perdas no desempenho.

    Para treinadores e atletas, esses resultados oferecem tranquilidade, pois indicam que o treinamento de agilidade pode ser realizado de forma eficaz em diversas superfícies. Seja treinando na grama para o futebol ou na madeira para o futsal, os atletas podem esperar resultados semelhantes em termos de testes de agilidade.

    Citação principal

    Are there any differences in the agility performance tests among goalkeepers depending on the type of surface? A crossover study

    https://www.researchgate.net/publication/335146938_Are_there_any_differences_in_the_agility_performance_tests_among_goalkeepers_depending_on_the_type_of_surface_A_crossover_study

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    https://justbriefit.com/quais-as-postagens-mais-vistas-no-justbriefit-scientific-briefs-junho-de-2025
  • Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Junho de 2025)

    Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Junho de 2025)

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    https://justbriefit.com/the-potential-of-virtual-functional-training-a-cardiovascular-health-solution

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  • The Potential of Virtual Functional Training: A Cardiovascular Health Solution?

    The Potential of Virtual Functional Training: A Cardiovascular Health Solution?

    In an age dominated by technology, where sedentary lifestyles are becoming the norm, the search for engaging and effective physical activities has never been more critical. Active video games (AVG) have emerged as a promising solution, offering a fun and interactive way to combat inactivity. These video games, which incorporate physical movement as part of the gameplay, provide an innovative alternative to traditional forms of exercise. While previous research has hinted at their potential, the specific effects of AVG on cardiovascular health have remained somewhat unclear.

    Understanding the Study Design

    The research involved eight university students, who participated in a pre-experimental study designed to assess both acute and chronic cardiovascular responses to AVG. The participants were asked to engage in 30-minute sessions of Nike Kinect Training®, an AVG that uses the Kinect motion-sensing system to create a highly interactive workout. The sessions were conducted twice a week over the course of four weeks, with each session performed at a moderate intensity of 64% of the participant’s heart rate reserve. Throughout the study, the researchers closely monitored cardiovascular responses by measuring heart rate (HR), systolic blood pressure (SBP), and diastolic blood pressure (DBP) before, immediately after, and at intervals of 10, 20, and 30 minutes following each session.

    The purpose was to assess the immediate effects of a single AVG session, as well as the chronic effects over the 4-week intervention period.

    Results and Findings

    While the single-session analysis did not show a significant post-exercise hypotension (PEH) response, which is typically characterized by a drop in blood pressure following exercise, the results revealed several noteworthy trends. In some sessions, the systolic blood pressure (SBP) and diastolic blood pressure (DBP) showed reductions. Specifically, in three out of the eight sessions, SBP decreased by 6.6–9.0 mm Hg, and in two sessions, DBP decreased by 4.5–5.5 mm Hg. While these reductions were not consistent across all sessions, they indicate that AVG can, at times, have a beneficial effect on blood pressure, even after just one session.

    Chronic effects

    The chronic effects, measured by comparing pre- and post-intervention values, were more pronounced. When looking at the overall data across the 4-week intervention, the participants demonstrated significant improvements in cardiovascular health. On average, systolic blood pressure was reduced by 3.0 mm Hg, with an effect size (d) of 0.3, indicating a small but meaningful decrease. Diastolic blood pressure showed a more substantial reduction of 4.7 mm Hg (d = 0.6), representing a moderate effect. Furthermore, heart rate decreased by 9 beats per minute (bpm) (d = 0.8), and the double product, which represents cardiac workload, was reduced by 1389.3 mm Hg × bpm (d = 1.6), a large reduction indicating less strain on the heart.

    Implications for Health and Fitness

    These findings hold significant implications for both physical activity recommendations and the potential therapeutic uses of AVG. The reduction in heart rate and blood pressure observed in the study suggests that regular engagement with AVG can serve as a beneficial intervention for improving cardiovascular health in young, healthy adults. Specifically, virtual functional training through AVG can help reduce cardiac workload over time, making it a viable option for promoting heart health without the need for traditional, often less appealing forms of exercise.

    The chronic benefits, such as the reduction in blood pressure and heart rate, are particularly important because they suggest that AVG can have long-term health benefits. While single sessions might not induce immediate PEH, the cumulative effects of repeated exposure to AVG over weeks can lead to significant improvements in cardiovascular health.

    Moreover, the findings suggest that AVG could be a helpful tool for individuals who might not otherwise engage in physical activity. With their interactive and gamified nature, these games offer a low-barrier way to increase physical activity levels and make exercise more enjoyable.

    Practical Applications and Future Research

    The practical applications of this study are broad, especially in the context of promoting physical activity among young adults, sedentary individuals, and those looking to maintain cardiovascular health. As the popularity of video games continues to grow, incorporating physical activity into gaming experiences through AVG represents an innovative way to make exercise more appealing to a wider audience.

    For future research, it would be beneficial to explore the cardiovascular effects of AVG in different populations, including older adults, individuals with hypertension, or those with other cardiovascular risk factors. Additionally, further studies could investigate the long-term effects of AVG on overall fitness levels and whether it can effectively improve other markers of health, such as body composition and muscular endurance.

    Citação principal

    HUMAN MOVEMENT (ISSN 1899-1955) DOES A VIRTUAL FUNCTIONAL TRAINING INDUCE CARDIOVASCULAR RESPONSES IN NORMOTENSIVE ADULTS AFTER A SINGLE SESSION AND OVER WEEKS?

    https://www.researchgate.net/publication/332683726_HUMAN_MOVEMENT_ISSN_1899-1955_DOES_A_VIRTUAL_FUNCTIONAL_TRAINING_INDUCE_CARDIOVASCULAR_RESPONSES_IN_NORMOTENSIVE_ADULTS_AFTER_A_SINGLE_SESSION_AND_OVER_WEEKS

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  • O Impacto do Volume de Treinamento de Força no Controle Inibitório de Jovens Adultos: Uma Análise Profunda

    O Impacto do Volume de Treinamento de Força no Controle Inibitório de Jovens Adultos: Uma Análise Profunda

    O treinamento de resistência tem sido amplamente estudado devido aos seus diversos benefícios fisiológicos, incluindo aumento da força muscular, melhora na composição corporal e no metabolismo. Contudo, além dos efeitos físicos, o treinamento de resistência também pode influenciar variáveis cognitivas, como o controle executivo. Dentre as diversas funções cognitivas, o controle inibitório se destaca como uma habilidade crucial para a tomada de decisões e a modulação do comportamento impulsivo. Essa habilidade é fundamental para atividades cotidianas e para a prática esportiva, onde a habilidade de resistir a impulsos e focar em tarefas específicas pode determinar o desempenho do atleta.

    O Estudo: Metodologia e Estrutura Experimental

    O estudo foi conduzido ao longo de 40 semanas, com 27 participantes (jovens adultos) que possuíam experiência prévia em treinamento de resistência. Para garantir que os resultados fossem confiáveis e refletissem o efeito do volume de treinamento, os participantes passaram por três fases de treinamento, com duração de 8 semanas cada. Entre cada fase, houve um período de washout de 8 semanas, que permitiu que os efeitos de um treinamento anterior se dissipassem antes do início de uma nova fase.

    Cada fase do estudo consistiu em um regime de treinamento de resistência com intensidade igualada (mesmo nível de carga) e períodos de descanso controlados. O diferencial entre as fases estava no número de séries realizadas: em uma fase os participantes realizavam 1 série de cada exercício, em outra, 3 séries e, na última, 5 séries. Isso permitiu avaliar os efeitos de diferentes volumes de treinamento sobre a performance no controle inibitório.

    Medindo o Controle Inibitório: O Stroop Test

    Para mensurar o impacto do treinamento de resistência no controle inibitório, os pesquisadores utilizaram o Stroop Test, um dos testes mais conhecidos e utilizados para avaliar essa habilidade cognitiva. O teste envolve a apresentação de palavras de cores (ex: “vermelho”, “azul”) que estão escritas em cores diferentes das mencionadas. O participante deve rapidamente identificar a cor da palavra, ignorando o significado da palavra em si. A precisão e o tempo de resposta são as principais medidas observadas nesse teste.

    Resultados: Volume de Treinamento e Melhora no Controle Inibitório

    Os resultados encontrados pelo estudo foram notáveis, especialmente para os participantes que realizaram 3 ou 5 séries. Esses dados sugerem que, conforme o volume de treinamento aumenta, os participantes se tornam mais eficientes no controle de seus impulsos, resultando em uma maior precisão e tempos de resposta mais rápidos durante a execução do Stroop Test.

    O Que Significa o Volume de Treinamento no Controle Inibitório?

    O estudo concluiu que 1 série de treinamento de resistência pode não ser suficiente para induzir mudanças substanciais no controle inibitório, especialmente quando comparado ao volume de 3 ou 5 séries. Isso levanta uma questão importante: o volume de treinamento não é relevante apenas para os ganhos físicos, mas também para o aprimoramento de funções cognitivas.

    O controle inibitório está relacionado a diversas facetas do comportamento humano, como a capacidade de tomar decisões, manter o foco e resistir a distrações. Essas habilidades são fundamentais tanto para o contexto esportivo quanto para o dia a dia, onde é necessário exercer autocontrole e disciplina.

    Implicações Práticas: Como Aplicar Esses Resultados no Treinamento

    Os treinadores e profissionais de educação física podem se beneficiar significativamente desses achados, principalmente no que diz respeito à integração de habilidades cognitivas no treinamento físico. Para atletas ou indivíduos que buscam melhorar seu controle sobre impulsos e a capacidade de se concentrar em tarefas desafiadoras, incorporar treinamentos de resistência com volumes maiores pode ser uma estratégia eficiente.

    A Importância do Volume no Treinamento de Resistência

    Em resumo, o estudo demonstrou que o volume de treinamento de resistência tem um impacto significativo no controle inibitório, uma habilidade cognitiva essencial para o desempenho esportivo e para a vida cotidiana. O treinamento com 3 ou 5 séries proporcionou melhorias consideráveis nessa função cognitiva, enquanto 1 série não gerou efeitos substanciais.

    Portanto, para aqueles que buscam melhorar tanto a performance física quanto a capacidade cognitiva, é essencial considerar o volume de treinamento como uma variável importante. Com esses resultados, fica claro que a chave para um treinamento eficaz vai além do simples aumento da intensidade, mas também da quantidade de estímulos oferecidos ao corpo e à mente, promovendo adaptações que abrangem tanto o físico quanto o cognitivo.

    Citação principal

    Effect of Volume in Resistance Training on Inhibitory Control in Young Adults: A Randomized and Crossover Investigation

    https://www.researchgate.net/publication/328367608_Effect_of_Volume_in_Resistance_Training_on_Inhibitory_Control_in_Young_Adults_A_Randomized_and_Crossover_Investigation

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  • Desempenho Aeróbico de Jogadoras de Futebol: Uma Análise da Relação Entre a Capacidade Aeróbica e a Posição Tática no Jogo

    Desempenho Aeróbico de Jogadoras de Futebol: Uma Análise da Relação Entre a Capacidade Aeróbica e a Posição Tática no Jogo

    O desempenho atlético no futebol depende de diversas variáveis fisiológicas, sendo uma das mais importantes a capacidade aeróbica, frequentemente medida pelo consumo máximo de oxigênio (VO2máx).

    No contexto do futebol, é comum acreditar-se que diferentes posições táticas exigem demandas fisiológicas distintas. Por exemplo, enquanto um atacante pode ser mais exigido em sprints rápidos e explosivos, um meio-campista pode ter que sustentar corridas longas durante todo o jogo. Essa diferenciação no esforço físico leva a uma questão interessante: será que jogadores que atuam em diferentes posições táticas possuem diferenças no seu consumo máximo de oxigênio?

    A Investigação: Como foi Conduzido o Estudo?

    O estudo contou com a participação de 18 jogadoras de futebol profissionais, com uma média de idade de 19,1 anos, divididas em quatro posições táticas: zagueiras (3 atletas), laterais (4 atletas), meio-campistas (5 atletas) e atacantes (6 atletas). Essas jogadoras foram avaliadas em termos antropométricos (peso e altura) e também passaram por um teste de consumo máximo de oxigênio utilizando o Yo-Yo intermittent recovery test, um protocolo amplamente utilizado para medir a capacidade aeróbica de atletas em diversos esportes.

    Resultados: A Surpreendente Igualdade de Desempenho

    O que o estudo revelou foi, de certa forma, surpreendente. Embora se esperasse uma variação no VO2máx com base nas exigências táticas das diferentes posições, não houve diferença estatisticamente significativa nos valores de consumo máximo de oxigênio entre as jogadoras das quatro posições táticas analisadas.

    As jogadoras de todas as posições (zagueiras, laterais, meio-campistas e atacantes) apresentaram valores similares de VO2máx, o que sugere que, ao menos para essas atletas específicas, as exigências aeróbicas de cada posição tática no campo podem não ser tão distintas quanto se pensava. A média de consumo de oxigênio durante o teste foi praticamente a mesma entre as atletas, independente de estarem atuando na defesa, no meio de campo ou no ataque.

    O Que Isso Significa para o Futebol feminino e o Treinamento das Atletas?

    Esse estudo sugere que as diferenças entre as posições podem não ser tão pronunciadas em termos de VO2máx quanto se imaginava. Isso pode indicar que, apesar das especificidades de cada posição, as jogadoras de futebol, em geral, possuem um nível de preparo aeróbico bastante homogêneo, o que pode ser devido ao tipo de treinamento e à intensidade do jogo, que exige de todas elas um nível significativo de resistência cardiovascular.

    Outro ponto interessante é que, independentemente da posição tática, as jogadoras de futebol devem manter um nível elevado de capacidade aeróbica para conseguir desempenhar bem durante os 90 minutos de jogo. Isso sugere que o treinamento físico das jogadoras de futebol deve se focar na capacitação aeróbica geral, ao invés de se concentrar apenas em posições específicas. Todos os atletas do time precisam ser capazes de sustentar um alto nível de desempenho físico, independentemente de sua função no campo.

    Limitações do Estudo e Sugestões para Futuras Pesquisas

    Embora os resultados desse estudo não tenham mostrado diferenças significativas no VO2máx entre as posições táticas, é importante considerar algumas limitações que podem influenciar a interpretação dos dados. Em primeiro lugar, a amostra foi relativamente pequena (apenas 18 jogadoras), o que pode limitar a generalização dos resultados para toda a população de jogadoras de futebol. Além disso, o estudo não levou em consideração outros fatores que podem influenciar o desempenho aeróbico, como o nível de treinamento específico das jogadoras ou as características individuais de cada atleta.

    Futuras pesquisas poderiam ampliar a amostra, incluir jogadoras de diferentes faixas etárias e também considerar outros aspectos fisiológicos, como a eficiência do uso de oxigênio ou a recuperação pós-exercício. Além disso, seria interessante investigar a relação entre o VO2máx e o desempenho durante partidas reais, para verificar como essa variável influencia o desempenho prático das jogadoras nas condições de jogo.

    Implicações para o Futebol Feminino

    Em resumo, este estudo mostrou que não há diferenças significativas no consumo máximo de oxigênio entre jogadoras de futebol de diferentes posições táticas. Isso pode sugerir que o treinamento físico para atletas femininas de futebol, independentemente da posição que ocupam, deve priorizar a capacidade aeróbica geral, preparando todas as jogadoras para os desafios físicos impostos por essa modalidade.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/330535632_Comparative_analysis_of_maximum_aerobic_power_in_football_players_according_to_the_positions_of_the_game_system

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  • Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Maio de 2025)

    Quais as postagens mais vistas no JustBriefit – Scientific Briefs (Maio de 2025)

    Vamos apresentar as postagens mais vistas desse mês, aqui no nosso JustBriefit, por categorias. Então, venha rever conosco!

    Categoria: Scientific Briefs 

    Sugerimos rever as demais postagens.

    https://justbriefit.com/videogames-ativos-nas-variaveis-hemodinamicas-de-jovens-adultos-durante-e-apos-6-semanas

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  • Saltos Verticais e Antropometria de Atletas de Basquetebol: Uma Análise por Posição de Jogo

    Saltos Verticais e Antropometria de Atletas de Basquetebol: Uma Análise por Posição de Jogo

    O basquetebol, esporte dinâmico e repleto de exigências físicas, possui o salto vertical como um dos principais indicadores de desempenho. A capacidade de saltar com altura e potência impacta diretamente na eficácia de movimentos como o bloqueio, a finalização e a defesa, sendo crucial para os atletas dessa modalidade.

    Objetivo e Metodologia: Entendendo a Dinâmica do Estudo

    O principal objetivo deste estudo foi verificar o desempenho nos saltos verticais de jogadores de basquetebol masculino e analisar como variáveis antropométricas influenciam esse desempenho, levando em consideração as diferentes funções no jogo. O estudo foi realizado com uma amostra de 57 atletas, distribuídos entre as posições de Armador (12 atletas), Ala (25 atletas) e Pivô (20 atletas), todas pertencentes a equipes de basquetebol masculino.

    Os dados antropométricos coletados foram a estatura corporal e a massa corporal, e a medida de desempenho foi o salto vertical em contra movimento, utilizando um tapete de contato para registrar a amplitude do salto.

    Resultados

    Diferenças e Correlações Significativas

    Os resultados revelaram informações importantes sobre as características físicas dos atletas, com diferenças notáveis entre as posições de jogo. A massa corporal foi mais alta nos pivôs, com uma média de 99,3 kg, seguida pelos alas com 83,4 kg e pelos armadores com 80,5 kg. Já a estatura corporal mostrou uma grande disparidade entre as posições: os pivôs eram significativamente mais altos (193,4 cm), seguidos pelos alas (181,6 cm) e armadores (176,7 cm), o que já evidencia as características físicas que podem estar relacionadas às funções que esses atletas desempenham dentro de uma partida de basquetebol.

    Em relação à amplitude do salto, os pivôs também se destacaram, com uma média de 255,8 cm, o que é esperado, considerando que sua posição exige maior capacidade de saltar para efetuar bloqueios e rebotes. Os alas apresentaram uma média de 235,5 cm, enquanto os armadores apresentaram 228,7 cm, o que também condiz com as funções de cada posição. No entanto, ao analisar a correlação entre as variáveis antropométricas e o salto vertical, apenas os pivôs mostraram relações estatisticamente significativas. Para essa posição, a massa corporal (p = 0,050) e a estatura (p = 0,039) se correlacionaram positivamente com a performance no salto, indicando que essas características físicas são determinantes no desempenho dos pivôs.

    A Importância das Características Físicas para as Funções Específicas

    Os resultados indicam que, embora o salto vertical seja uma habilidade fundamental para todos os jogadores de basquetebol, a relação entre as variáveis antropométricas e o desempenho nos saltos verticais parece ser mais significativa para os pivôs. Essa correlação positiva entre massa corporal, estatura e desempenho no salto reflete as exigências específicas da posição. O pivô, frequentemente responsável por disputar rebotes e fazer bloqueios, precisa de uma combinação de força e altura para alcançar o máximo desempenho em saltos verticais, o que pode justificar essa correlação significativa.

    Por outro lado, os alas e armadores, que desempenham funções mais ágeis e exigem uma mobilidade e destreza diferentes das dos pivôs, não mostraram correlações significativas entre suas variáveis antropométricas e o salto vertical. Essa diferença pode ser atribuída ao fato de que os alas, por exemplo, necessitam mais de velocidade e agilidade para realizar cortes rápidos e mudanças de direção, e não apenas de um grande salto. A menor ênfase no salto vertical como componente de desempenho nas funções dos armadores e alas pode explicar a ausência de correlação significativa nesses grupos.

    Além disso, é importante considerar que as características físicas, como a massa corporal e a estatura, são apenas uma parte do quadro geral do desempenho esportivo. A técnica, o treinamento específico e o condicionamento físico também desempenham papéis fundamentais no sucesso de um atleta, independentemente da sua posição no jogo.

    Implicações para o Treinamento e o Desempenho

    Este estudo contribui para o entendimento de como as características físicas influenciam o desempenho de jogadores de basquetebol, destacando a importância das variáveis antropométricas, como a massa corporal e a estatura, no desenvolvimento das habilidades específicas exigidas por cada posição. Para os pivôs, em particular, essas características se mostraram determinantes para um desempenho superior no salto vertical, o que indica que o treinamento para essa posição deve focar no desenvolvimento de força e potência muscular.

    Embora as variáveis antropométricas não possam ser completamente generalizadas como preditores de desempenho para todas as posições, o estudo sugere que elas são um fator importante para os pivôs. Para os alas e armadores, o foco no treinamento de agilidade, velocidade e resistência pode ser mais relevante, com um impacto menos direto no salto vertical, mas igualmente crucial para o desempenho global no jogo.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/324259514_EXISTE_CORRELACAO_ENTRE_SALTOS_VERTICAIS_E_VARIAVEIS_ANTROPOMETRICAS_EM_ATLETAS_DE_BASQUETEBOL_POR_POSICAO_DE_JOGO_Titulo_resumido_Antropometria_em_atletas_de_basquetebol

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  • Avaliação da Flexibilidade: Comparação entre Ambientes Real e Virtual

    Avaliação da Flexibilidade: Comparação entre Ambientes Real e Virtual

    A flexibilidade é uma das qualidades físicas mais importantes para o bom desempenho de diversas atividades e para a manutenção da saúde geral do corpo. No entanto, avaliar a flexibilidade de maneira precisa e eficiente pode ser um desafio, principalmente quando se busca por alternativas mais acessíveis, como as que envolvem a tecnologia. Um estudo recente investigou a viabilidade e a precisão das avaliações de flexibilidade realizadas em ambientes virtuais, comparando-as com os métodos tradicionais, realizados por avaliadores reais.

    O Estudo: Investigando a Precisão da Avaliação Virtual de Flexibilidade

    O estudo contou com a participação de 11 universitários masculinos com idades médias de 23,9 anos, um peso médio de 77,4 kg e um índice de massa corporal (IMC) de 24,8 kg/m². As mobilidades avaliadas foram as da cintura escapular e pélvica no ambiente real e virtual.

    O teste foi realizado utilizando uma plataforma de avaliação virtual (Videogame: Xbox 360 com Kinect), no qual o participante realizava os movimentos solicitados em um cenário digital (Nike Kinect Training), comparado a um ambiente real (Avaliador apto), em que o avaliador observava e mediava os movimentos diretamente.

    Resultados: Diferenças entre Avaliação Real e Virtual

    Destacam-se as mobilidades do ombro, que apresentaram correlações mais baixas. Em particular, as correlações entre os testes realizados no ambiente real e no ambiente virtual para a mobilidade do ombro direito e a elevação da perna esquerda e direita foram consideradas fracas, com valores de correlação variando de 0,00 a 0,39.

    No entanto, o teste de mobilidade do ombro esquerdo obteve uma correlação mais forte, com um valor superior a 0,7, o que sugere que, para essa região do corpo, a avaliação virtual pode ser mais precisa e confiável. Esse resultado pode estar relacionado com fatores neuromusculares específicos, como o domínio do membro (direito ou esquerdo), que pode influenciar os padrões de movimento.

    Outro ponto de destaque foi o teste de mobilidade da cintura pélvica, tanto na elevação da perna direita quanto esquerda, em que as avaliações reais e virtuais não apresentaram diferenças significativas, com valores de p = 0,138 e p = 0,443, respectivamente. Embora a correlação entre os dois ambientes tenha sido fraca, a ausência de diferenças estatísticas significativas sugere que a avaliação virtual pode ser viável para a análise de assimetrias neuromusculares da cintura pélvica, desde que não seja possível realizar a avaliação presencial.

    Discussão: Potencial e Limitações da Avaliação Virtual

    Embora as avaliações virtuais possam ser mais acessíveis e práticas, especialmente em cenários como ambientes domésticos ou situações em que os avaliadores não estão disponíveis, elas não conseguem, em todos os casos, capturar com precisão as sutilezas dos movimentos e da flexibilidade de um indivíduo.

    As diferenças nos resultados entre os dois métodos podem ser atribuídas a vários fatores, incluindo a qualidade do ambiente virtual, a tecnologia utilizada e até mesmo a capacidade do software em capturar movimentos mais complexos, como os realizados nas articulações do ombro. Além disso, fatores individuais, como a dor ou a rigidez muscular, podem interferir nos resultados, o que torna os testes virtuais um pouco mais imprecisos, especialmente quando realizados sem a supervisão direta de um profissional qualificado.

    Viabilidade e Precauções ao Usar Avaliação Virtual

    O estudo conclui que a avaliação virtual pode ser uma alternativa viável para a análise de assimetrias neuromusculares, especialmente para a cintura pélvica. No entanto, os resultados indicam que a precisão da avaliação virtual pode variar dependendo da região do corpo avaliada, com a mobilidade do ombro apresentando discrepâncias mais notáveis entre os dois ambientes.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/329450220_Comparacao_da_avaliacao_da_flexibilidade_no_ambiente_real_e_virtual

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  • Avaliando Atletas de Futsal:  Diferenças e Implicações no Treinamento

    Avaliando Atletas de Futsal: Diferenças e Implicações no Treinamento

    O futsal é um esporte de alta intensidade, exigindo dos jogadores uma combinação de habilidades técnicas refinadas, força explosiva, agilidade e resistência física. Entender as características morfológicas e de força muscular dos atletas é essencial para otimizar a performance no jogo. Um estudo recente realizado com atletas paraibanos de futsal de elite traz uma análise detalhada dessas variáveis, oferecendo insights valiosos sobre as diferenças físicas entre as diferentes posições e como essas características influenciam no desempenho e no treinamento.

    Desvendando as Características Morfológicas e Musculares no Futsal

    Este estudo transversal teve como objetivo avaliar indicadores morfológicos e de força muscular isométrica em 18 atletas profissionais de futsal masculino da Paraíba, com idades entre 19 e 27 anos. Esses atletas estavam no período pré-competitivo, momento crucial para avaliar suas condições físicas e planejar os treinamentos. Foram analisadas variáveis como massa corporal, estatura, composição corporal (adiposidade e somatotipo) e força muscular isométrica dos membros inferiores (FIMI).

    As Diferenças Morfológicas: Como a Posição Define o Corpo do Atleta

    Os resultados do estudo revelaram diferenças significativas entre os jogadores de diferentes posições:

    1. Índice de Massa Corporal (IMC) e Adiposidade Corporal: Os alas, conhecidos por sua agilidade e capacidade de percorrer longas distâncias no campo, apresentaram IMC significativamente menor em comparação aos fixos, e também tiveram menor adiposidade corporal. Isso pode ser explicado pela maior necessidade de resistência e agilidade dos alas, que, por sua vez, demandam menor peso corporal e maior leveza para executar movimentos rápidos e mudanças de direção.
    2. Somatotipo: O somatotipo, que classifica os atletas de acordo com a distribuição de gordura e massa muscular, também variou entre as posições. Goleiros, pivôs e fixos apresentaram somatotipos classificados como “mesomorfo endomórfico”, com maior predominância de massa muscular e gordura, o que é condizente com a necessidade desses jogadores de exercerem mais força e estabilidade, principalmente durante as disputas e jogadas de contato. Por outro lado, os alas foram classificados como “mesomorfo equilibrado”, indicando uma distribuição mais equilibrada entre massa muscular e pouca gordura corporal, o que facilita a velocidade e agilidade exigidas para essa posição.

    Força Muscular Isométrica: A Potência dos Membros Inferiores

    Outro ponto essencial analisado no estudo foi a força muscular isométrica dos membros inferiores (FIMI). A análise revelou que a força muscular isométrica dos membros inferiores não apresentou diferenças significativas entre as posições, embora os pivôs e fixos apresentassem valores ligeiramente mais altos.

    Alavancando as Diferenças

    Os alas, que se destacam pela leveza e agilidade, podem se beneficiar de programas de treinamento focados na resistência e explosão, visando o aumento da velocidade e a capacidade de realizar mudanças rápidas de direção sem perder o controle. Já os pivôs, goleiros e fixos, que necessitam de maior estabilidade, força e resistência muscular para disputas e movimentações em espaços mais reduzidos, podem se beneficiar de treinos de força mais intensos, voltados para o desenvolvimento da potência e resistência muscular.

    Implicações para o Treinamento no Futsal

    A variabilidade entre as posições no futsal exige que o planejamento físico seja feito de forma estratégica, levando em conta as características específicas de cada jogador. Por fim, a pesquisa reforça a premissa de que, para otimizar o desempenho no futsal, é fundamental que o treinamento físico seja desenvolvido de acordo com as exigências táticas e funcionais do jogo, permitindo que cada atleta atinja seu pleno potencial no campo.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/323417622_Revista_Brasileira_de_Prescricao_e_Fisiologia_do_Exercicio_INDICADORES_MORFOLOGICOS_E_DE_FORCA_MUSCULAR_EM_ATLETAS_PARAIBANOS_DE_FUTSAL_DE_ELITE

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  • Boxe Real ou Virtual: Qual a melhor opção para a saúde e motivação?

    Boxe Real ou Virtual: Qual a melhor opção para a saúde e motivação?

    O boxe tem sido amplamente reconhecido por seus benefícios para a saúde física e mental, combinando atividade cardiovascular intensa, desenvolvimento de força e agilidade, e uma excelente forma de aliviar o estresse. No entanto, as opções tradicionais de treino nem sempre estão ao alcance de todos, seja pela falta de equipamentos adequados, espaço ou tempo. E é aqui que entra a possibilidade de treinar com o uso de videogames, mais especificamente com a tecnologia Kinect do Xbox360, que oferece uma alternativa virtual ao boxe convencional. Um estudo recente procurou responder a essa pergunta ao analisar as alterações metabólicas, cardiovasculares e motivacionais em adultos jovens que participaram de sessões de boxe real e virtual.

    O Estudo: Boxe Real vs. Virtual

    Neste estudo experimental cruzado, 10 adultos jovens saudáveis (com idades entre 18 e 25 anos e índice de massa corporal saudável) foram submetidos a duas sessões de treinamento: uma de boxe real (com saco de areia) e outra de boxe virtual, usando o jogo Kinect Sports Boxing no Xbox360. Ambas as sessões duraram 15 minutos, com um intervalo de 24 horas entre elas.

    Os Resultados: O Que as Sessões Revelaram?

    Os resultados do estudo mostraram algumas diferenças importantes entre o boxe real e o virtual. Vamos começar com os aspectos fisiológicos:

    1. Gasto Energético e Consumo de Oxigênio: O boxe real, sem surpresa, resultou em um maior gasto energético e consumo de oxigênio. Isso se deve ao fato de que o treino com o saco de areia exige movimentos mais intensos e o envolvimento de uma gama maior de músculos, o que leva a um maior esforço físico. Durante as sessões de boxe real, a frequência cardíaca média também foi significativamente mais alta, o que indica um maior esforço cardiovascular.
    2. Motivação: Quando se trata de motivação, um dos aspectos cruciais para manter uma rotina de exercícios, o estudo revelou que a motivação para ambas as modalidades de boxe foi semelhante. A satisfação com a experiência de treino foi praticamente idêntica para os participantes, o que sugere que, apesar das diferenças fisiológicas, os treinos virtuais podem ser igualmente envolventes e satisfatórios para quem busca resultados.

    Boxe Virtual: Uma Alternativa Viável para Todos?

    Apesar do maior gasto energético e da maior intensidade observados no boxe real, o estudo sugere que o boxe virtual tem seu valor, especialmente para aqueles que não têm acesso ao treinamento tradicional de boxe. O boxe virtual, utilizando o Xbox360 com Kinect, oferece uma alternativa conveniente e acessível para quem não pode ou não quer sair de casa para treinar. Além disso, a motivação e satisfação com o treino, indicadores chave para a adesão a uma rotina de exercícios, mostraram-se igualmente altas nas duas modalidades.

    Uma Ferramenta para Variar os Treinos

    Outro ponto importante é que o boxe virtual pode ser uma excelente ferramenta para variar a rotina de treinamento. Para os praticantes de boxe ou outros esportes, o uso do boxe virtual pode ser uma forma divertida e inovadora de complementar os treinos, além de manter a motivação em alta. Com a crescente popularidade dos videogames ativos, como o Kinect, os treinos se tornam mais envolventes e podem ser realizados em ambientes mais controlados e acessíveis.

    A Versatilidade do Boxe Virtual

    Em resumo, o estudo mostra que, embora o boxe real ofereça um treino mais intenso em termos de gasto energético e exigência cardiovascular, o boxe virtual é uma alternativa válida para quem busca um treino divertido, motivante e acessível. As respostas fisiológicas como a frequência cardíaca máxima, a pressão arterial e a motivação mostraram-se semelhantes entre as duas modalidades, o que significa que o treino virtual pode ser uma opção eficaz para manter a saúde cardiovascular e motivação. Portanto, se você está à procura de uma maneira inovadora e agradável de melhorar sua condição física sem sair de casa, o boxe virtual pode ser uma excelente escolha — e quem sabe até um novo vício saudável!

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/329450323_Alteracoes_fisiologicas_e_motivacao_da_pratica_fisica_do_boxe_o_virtual_e_viavel

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    https://justbriefit.com/crioterapia-alternativa-no-combate-da-dor-e-inflamacao-muscular
  • Crioterapia: Alternativa no combate da dor e inflamação muscular?

    Crioterapia: Alternativa no combate da dor e inflamação muscular?

    Quem nunca se sentiu dolorido após um treino intenso? A dor muscular tardia, conhecida como DOMS (do inglês delayed onset muscle soreness), é uma condição comum, especialmente após atividades excêntricas — aquelas que envolvem a desaceleração controlada de um movimento, como ao descer uma carga no exercício de musculação. Esse desconforto, que geralmente surge entre 12 e 24 horas após o exercício e pode se estender por dias. Sendo assi um grande obstáculo para quem busca aumentar a intensidade dos treinos ou melhorar o desempenho atlético. Para mitigar esses efeitos, várias estratégias têm sido estudadas, e uma das mais populares é a crioterapia.

    A crioterapia, que utiliza baixas temperaturas para tratar lesões e reduzir a inflamação, tem ganhado destaque no mundo dos esportes como uma maneira de acelerar a recuperação muscular e aliviar a dor. Um estudo investigou o efeito da crioterapia com temperatura moderada com imersão (em água a 15°C ) sobre as respostas inflamatórias e neuromotoras em indivíduos após uma sessão de exercício de força excêntrico.

    Investigando os Efeitos da Crioterapia Pós-Exercício

    O estudo foi conduzido com 18 homens saudáveis, com idades entre 18 e 25 anos. Esses voluntários foram divididos aleatoriamente em três grupos: um grupo controle (GC), um grupo que realizou apenas exercício de força excêntrico (GE) e um grupo que fez o exercício e foi submetido à crioterapia após a sessão (EX + CT).

    O exercício de força excêntrico foi realizado na “Panturilha sentado” que trabalha o conjunto do Tríceps sural. Esse tipo de exercício é conhecido por causar um alto nível de microlesões musculares, o que é uma das causas da dor muscular tardia.

    Após a sessão de exercício, os participantes passaram por uma série de avaliações para medir a creatina quinase (CK), um marcador bioquímico de dano muscular, a amplitude de movimento (ângulo de flexão das articulações), a dor percebida (usando uma escala de dor) e a força isométrica máxima. Esses dados foram coletados em vários pontos de tempo: imediatamente após o exercício, 24, 48, 72, 96 e 120 horas após a sessão de treinamento.

    Resultados

    O impacto da Crioterapia nas respostas musculares e na dor

    Os resultados mostraram que tanto o grupo que fez o exercício quanto o grupo que combinou exercício e crioterapia apresentaram aumentos significativos nos valores de creatina quinase (CK), dor e amplitude de movimento (ângulo), em comparação com os níveis basais. Isso é esperado, uma vez que a realização de exercícios excêntricos induz um grau de dano muscular, o que eleva a CK e causa dor muscular.

    No entanto, o grupo que realizou apenas o exercício (GE) exibiu valores significativamente mais elevados de CK, dor e redução da amplitude de movimento em comparação ao grupo que fez o exercício seguido de crioterapia (EX + CT). Isso sugere que a crioterapia teve um efeito positivo, ajudando a reduzir o impacto do exercício excêntrico na recuperação muscular e no alívio da dor.

    A crioterapia, quando aplicada imediatamente após o exercício e durante os momentos subsequentes (12, 24, 36 e 48 horas após a sessão), mostrou-se eficaz na modulação das respostas inflamatórias e na redução da dor muscular tardia. Além disso, o uso da crioterapia ajudou a melhorar a amplitude de movimento das articulações, o que indica uma recuperação mais rápida da função muscular.

    Por que a Crioterapia funciona?

    A crioterapia tem como principal mecanismo de ação a redução da temperatura local dos tecidos, o que causa uma vasoconstrição, diminuindo o fluxo sanguíneo e reduzindo a inflamação na área afetada. Após a aplicação, há uma rápida vasodilatação, o que ajuda a acelerar o processo de remoção de substâncias inflamatórias e metabólicas que se acumulam no local da lesão. Esse processo pode reduzir a dor e promover uma recuperação muscular mais rápida.

    A Crioterapia como aliada na recuperação muscular

    Este estudo evidenciou que a crioterapia moderada com imersão é uma estratégia eficaz no tratamento da miopatia do exercício e da dor muscular tardia após sessões de exercício de força excêntrico. Ao comparar os efeitos da crioterapia com os resultados do exercício isolado, os pesquisadores observaram que a crioterapia ajudou significativamente na redução da dor e na melhora da amplitude de movimento, além de atenuar os danos musculares.

    Assim, a crioterapia pode ser uma opção acessível e prática, já que pode ser realizada com equipamentos simples, como banhos de gelo ou imersões em água fria, sem a necessidade de dispositivos complicados.

    CITAÇÃO PRINCIPAL

    https://www.researchgate.net/publication/320622765_Moderate_cryotherapy_by_immersion_an_alternative_in_the_treatment_of_muscle_damage_induced_by_exercise_Crioterapia_moderada_por_imersao_uma_alternativa_no_tratamento_da_lesao_celular_induzida_pelo_exe

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  • Frequência de treino: O que realmente impacta na condição de mulheres atletas de futebol?

    Frequência de treino: O que realmente impacta na condição de mulheres atletas de futebol?

    No mundo do futebol, a condição física e morfológica dos atletas é crucial para o desempenho dentro de campo. As exigências do esporte, que envolvem velocidade, resistência, força e agilidade, tornam a avaliação constante do estado físico dos jogadores uma necessidade fundamental. Para as mulheres atletas de futebol, especialmente as que estão no nível profissional, entender como os diferentes aspectos de sua aptidão física se desenvolvem ao longo da temporada pode ser a chave para otimizar o desempenho.

    O estudo

    Envolveu 15 atletas de futebol de campo da série A do Campeonato Pernambucano de 2016, tinha como objetivo comparar a condição física de atletas que treinavam duas vezes por semana com aquelas que treinavam três vezes por semana. As participantes tinham idades variando entre 18 e 32 anos e foram submetidas a uma série de testes para avaliar não apenas sua morfologia, mas também sua aptidão funcional em termos de resistência muscular, agilidade, velocidade e flexibilidade.

    A condição físico-morfológica das atletas: O que estava em jogo?

    A avaliação físico-morfológica de um atleta envolve uma análise detalhada de sua composição corporal, como a medida de massa corporal e as dobras cutâneas em várias regiões do corpo, como tríceps, coxa média, subescapular e suprailíaca. Esses testes ajudam a determinar a proporção de gordura corporal em relação à massa magra, um dado importante para entender o potencial de desempenho atlético.

    Além disso, a bateria de testes funcionais incluía avaliações da resistência muscular localizada, velocidade, agilidade e flexibilidade. Esses componentes são cruciais para o futebol, pois as jogadoras precisam ser rápidas, ágeis, fortes e flexíveis para lidar com as demandas de um jogo que exige explosão de movimentos e recuperação rápida. .

    Os resultados principais

    Ao analisar os dados coletados, os pesquisadores não encontraram uma diferença significativa entre as atletas que treinaram duas vezes por semana e aquelas que treinaram três vezes por semana. Ou seja, independentemente da carga de treinamento semanal, não houve uma influência considerável sobre as variáveis de morfologia e desempenho funcional das atletas.

    Este achado levanta questões importantes sobre a relação entre a carga de treinamento e a evolução das capacidades físicas das jogadoras. A pesquisa sugere que, no contexto específico do futebol feminino profissional, a diferença entre treinar duas ou três vezes por semana pode não ser tão decisiva quanto se imaginava para o desempenho. Isso não significa que a frequência de treinamento seja irrelevante, mas sim que, dentro das condições estudadas, o número de sessões semanais não foi um fator determinante para o aprimoramento da aptidão física.

    Fatores que podem influenciar o desempenho físico durante a temporada

    A pesquisa também trouxe à tona a importância de realizar avaliações contínuas ao longo da temporada, especialmente durante o período competitivo, quando as atletas enfrentam jogos regulares. Durante esses meses, a frequência de treinamento, as próprias partidas e o ritmo de competição podem influenciar a manutenção ou a progressão da aptidão física e da composição corporal. As jogadoras podem ter períodos de pico de desempenho durante a temporada, seguidos de fases de recuperação, o que pode afetar os resultados de qualquer avaliação pontual.

    Além disso, é fundamental considerar outros aspectos que podem ter impacto sobre a condição física das atletas, como a alimentação, o descanso e o planejamento estratégico de treinos. A adaptação do corpo aos estímulos de treinamento e a recuperação adequada entre as sessões podem ser tão importantes quanto a própria frequência de treino.

    Outro ponto relevante é que, embora a frequência de treinamento tenha mostrado pouca diferença, o tipo e a intensidade dos exercícios realizados nas sessões podem ser determinantes para a evolução física das atletas. Em muitos casos, a qualidade do treino, a individualização das atividades e a periodização podem ser mais eficazes do que simplesmente aumentar a carga semanal de trabalho.

    A Frequência de Treinamento Não é o Único Fator Determinante

    A pesquisa revela que a frequência semanal de treinamento (duas ou três sessões) não tem um impacto significativo na condição física e morfológica de atletas de futebol feminino profissional. Isso sugere que a quantidade de treino semanal pode não ser o fator mais importante para o desenvolvimento das capacidades atléticas dessas jogadoras, pelo menos no que diz respeito a essas variáveis específicas.

    No entanto, isso não diminui a importância de um planejamento de treinamento adequado e equilibrado, com atenção à recuperação e ao ajuste das cargas de trabalho ao longo da temporada. A avaliação contínua e a adaptação dos treinos às necessidades individuais das jogadoras são elementos essenciais para garantir que o desempenho continue a melhorar ao longo do tempo.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/329450249_A_FREQUENCIA_DE_TREINO_SEMANAL_PODE_INTERFERIR_NO_CONDICIONAMENTO_ATLETICO_DE_JOGADORAS_DE_FUTEBOL

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  • Treinamento combinado na saúde das mulheres idosas: Benefícios que vão além do corpo!

    Treinamento combinado na saúde das mulheres idosas: Benefícios que vão além do corpo!

    O envelhecimento é um processo natural e irreversível, mas suas consequências podem ser amenizadas com o estilo de vida adequado. Com o passar dos anos, os músculos perdem força, a flexibilidade diminui, o metabolismo desacelera e a composição corporal muda, resultando em um aumento do percentual de gordura corporal e uma perda de massa muscular.

    Porém, exercício fisico é importante para saúde. Um dos tipos de treino que tem ganhado destaque é o treinamento combinado, que mistura exercícios aeróbicos e de força. Mas até que ponto esse tipo de atividade pode ser eficaz para as mulheres idosas?

    Objetivo do estudo

    Um estudo conduzido com 160 mulheres com idades médias de 63,8 anos, investigou os efeitos de 12 semanas de treinamento combinado sobre variáveis antropométricas, composição corporal e aptidão neuromotora de mulheres idosas. O objetivo principal do estudo foi determinar como o treinamento sistemático, realizado cinco vezes por semana, poderia impactar a saúde física das participantes.

    O que é o treinamento combinado e como ele funciona?

    O treinamento combinado envolve a prática de exercícios que trabalham tanto o sistema cardiovascular quanto a força muscular. Isso significa que, durante as sessões, os participantes realizam atividades aeróbicas, como caminhada ou corrida leve, combinadas com exercícios de resistência, como levantamento de peso ou treinamento com elásticos.

    Para as mulheres idosas, esse tipo de abordagem oferece um equilíbrio ideal entre melhorar a resistência do coração e dos pulmões e aumentar a força muscular e a flexibilidade, o que é essencial para prevenir quedas, melhorar a mobilidade e promover a autonomia no dia a dia.

    Resultados do estudo na composição corporal, flexibilidade e força muscular

    O grupo que praticou o treinamento combinado apresentou as mudanças mais significativas. O treinamento fez com que as participantes perdessem gordura corporal, ao mesmo tempo que preservavam a massa muscular. Isso é fundamental para as mulheres idosas, pois a perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia, é um dos maiores desafios à medida que envelhecemos. Além disso, a diminuição do percentual de gordura corporal não só melhora a estética, mas também contribui para a saúde metabólica e o bem-estar geral.

    Além disso, após 12 semanas de treinamento combinado, os níveis de flexibilidade e força de preensão manual aumentaram significativamente. A flexibilidade e força são fatores cruciais para a mobilidade e para a capacidade de realizar atividades diárias, como se agachar, alcançar objetos em prateleiras altas e realizar movimentos de rotação e estabilização de tronco.

    Recomendação a partir do estudo

    Os resultados desse estudo têm implicações diretas na saúde das mulheres idosas. O treinamento combinado mostrou-se eficaz para melhorar não apenas a composição corporal e a flexibilidade, mas também a força muscular. Mais importante ainda, o estudo reforça que, ao participar de um programa regular de treinamento, é possível combater os efeitos do envelhecimento.

    Portanto, se você é uma mulher que está envelhecendo ou tem uma mãe ou avó que já passou dos 60 anos, considere incorporar o treinamento combinado na rotina delas ou na sua. Não é apenas sobre manter um corpo saudável, mas sim sobre garantir a independência, a funcionalidade e o bem-estar por mais tempo.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/318085422_Efetividade_de_um_programa_de_exercicios_combinados_sobre_as_variaveis_antropometricas_composicao_corporal_e_testes_neuromotores_em_mulheres_idosas

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    https://justbriefit.com/Impacto-do-exercicio-Funcional-na-pressao-arterial-de-jovens-e-idosos

    https://justbriefit.com/exercicios-multicomponentes-em-idosas-e-importate-para-reabilitacao-fisica/

    https://justbriefit.com/Musculação-Entenda-o-treino-de-força-e-seus-benefícios

  • Correr 10 km pode causar efeitos neuromusculares e na composição corporal?

    Correr 10 km pode causar efeitos neuromusculares e na composição corporal?

    O que visa o estudo?

    Este estudo visa aprofundar a compreensão dos efeitos de uma corrida de 10.000 metros sobre o desempenho neuromuscular e explorar a relação entre a composição corporal e as variáveis neuromusculares com o desempenho durante a prova, como o Pace e o tempo total. Sabe-se que o cenário da corrida de 10.000 metros é desafiador, e muitos atletas se empenham em melhorar seu desempenho, mas poucos compreendem completamente as mudanças que ocorrem no corpo durante uma prova dessa magnitude. O estudo em questão foca justamente nesses efeitos pós-prova, analisando como as variáveis fisiológicas, como força muscular e flexibilidade, reagem ao esforço físico de longa duração.

    Metodologia e resultados

    A pesquisa foi conduzida com jovens adultos militares e corredores amadores e incluiu uma série de avaliações antes e depois da corrida, abrangendo aspectos neuromusculares, antropométricos e de composição corporal.

    Resultados neuromusculares

    Uma das observações mais marcantes foi a redução da força estática das pernas após a corrida. A força estática, que pode ser descrita como a capacidade de manter a contração muscular por um longo período, foi significativamente reduzida (P=0,034), indicando que, mesmo para corredores amadores bem treinados, uma corrida de 10.000 metros pode causar fadiga muscular significativa. A redução na força estática é esperada após um esforço prolongado, já que a exigência de manter o movimento por uma longa distância resulta no esgotamento das reservas de energia musculares e na degradação das fibras musculares de contração lenta.

    Por outro lado, o estudo revelou um aumento na flexibilidade (P=0,004) logo após a corrida. O que pode ser explicado pela natureza dinâmica da corrida e pela necessidade de mobilidade articular durante a atividade, contribuindo para o aumento da amplitude de movimento, especialmente nas articulações dos membros inferiores.

    Resultados na composição corporal

    A parte mais interessante do estudo, no entanto, está na análise da composição corporal dos atletas. Os pesquisadores investigaram como as variáveis neuromusculares estavam associadas ao desempenho na corrida, especificamente ao tempo final da prova e ao Pace. Foi identificada uma correlação significativa entre o somatório de dobras cutâneas (uma medida da gordura subcutânea) e o desempenho na prova, com relação direta entre a composição corporal e o tempo e Pace da corrida (p<0,05).

    Isso sugere que a quantidade de gordura corporal pode ter um impacto direto no desempenho de corredores amadores em provas longas. Corredores com menor quantidade de gordura corporal, em particular, podem apresentar um melhor desempenho, já que a gordura extra se traduz em mais peso a ser carregado durante a corrida, o que pode comprometer a eficiência do movimento e o ritmo constante necessário em provas longas.

    O que mais estudo reforça?

    Além dos fatores citados, esse estudo reforça a ideia de que o desempenho em corridas de longa distância não depende apenas do treino aeróbico, mas de uma combinação de fatores, incluindo força muscular, flexibilidade e composição corporal. Os corredores que buscam melhorar seu Pace e reduzir seu tempo em competições de 10.000 metros podem se beneficiar de um treinamento mais holístico, que não apenas foque na resistência, mas também inclua exercícios para aumentar a força explosiva e a flexibilidade, além de uma atenção cuidadosa à redução da gordura corporal.

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    https://justbriefit.com/Impacto-do-exercicio-Funcional-na-pressao-arterial-de-jovens-e-idosos

  • Impacto do exercício Funcional na pressão arterial de jovens e idosos!

    Impacto do exercício Funcional na pressão arterial de jovens e idosos!

    O treinamento funcional tem se consolidado como uma alternativa eficiente para a promoção da saúde, contribuindo significativamente para o condicionamento físico e prevenção de doenças. No entanto, quando se trata dos efeitos do na pressão arterial pós-exercício, especialmente em idosos, são necessários mais dados. Um estudo recente buscou preencher essa lacuna, analisando a demanda cardiovascular imposta por uma sessão de exercício funcional e seus efeitos sobre a PEH em comparação a sessões de exercícios aeróbicos e de resistência.

    O Estudo: Avaliando os Efeitos do Treinamento Funcional

    A pesquisa envolveu 14 jovens com idade média de 23,3 anos e 15 idosos com idade média de 68 anos. Os participantes foram submetidos aleatoriamente a uma Sessão de Controle (CS) e a uma Sessão de Treinamento Funcional. Durante o estudo, foram monitorados diversos parâmetros fisiológicos, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca e produto duplo, tanto em repouso quanto durante o exercício e no período de recuperação pós-exercício, com medições realizadas a cada 10 minutos ao longo de 60 minutos. Além disso, foi avaliada a taxa de percepção de esforço dos participantes.

    Resultados interessantes

    Os resultados indicaram que o exercício funcional promoveu uma redução significativa na pressão arterial sistólica durante a segunda metade do período de recuperação. Nos jovens, a queda registrada foi de aproximadamente 10,4 mmHg, enquanto nos idosos essa redução foi ainda mais expressiva, atingindo 13,4 mmHg. Apesar dessas diferenças, não foram observadas discrepâncias estatisticamente significativas entre jovens e idosos.

    Outro achado relevante foi que a percepção de esforço não apresentou diferenças significativas entre os grupos ao longo do tempo. Isso sugere que, apesar das diferenças de idade, a experiência subjetiva do esforço durante o exercício funcional foi similar entre jovens e idosos, possivelmente devido às características próprias desse tipo de treinamento, que prioriza padrões naturais de movimento e adaptações individuais.

    Por Que Esses Resultados São Importantes?

    A hipotensão arterial pós-exercício é um fenômeno amplamente estudado na área da fisiologia do esforço, caracterizando-se por uma redução na pressão arterial após a prática de atividade física. Esse efeito pode ser particularmente benéfico para pessoas com hipertensão ou em risco de desenvolver a condição, pois contribui para a saúde cardiovascular e pode auxiliar no controle pressórico a longo prazo.

    Os resultados deste estudo são especialmente encorajadores para a população idosa, que está mais sujeita a problemas cardiovasculares. Demonstrar que uma sessão de exercício funconal pode induzir reduções significativas na pressão arterial em idosos pré-hipertensos sem aumentar a percepção de esforço sugere que essa modalidade pode ser uma estratégia viável e acessível para a população mais velha.

    Legenda:

    YCS: Sessão controle de jovens

    ECS: Sessão controle de idosos

    YFT: Sessão Funcional de jovens

    EFT: Sessão Funcional de Idosos

    Exercício Funcional: Uma alternativa versátil e eficaz

    O exercício funcional tem ganhado popularidade devido à sua abordagem dinâmica que simula movimentos do cotidiano e melhora a mobilidade, equilíbrio e força muscular. Ao contrário de modalidades mais convencionais, como a musculação tradicional ou os exercícios aeróbicos isolados.

    Os achados deste estudo reforçam a eficácia do exercício funcional na redução da pressão arterial pós-exercício, beneficiando tanto jovens quanto idosos. Para os mais velhos, em especial, a capacidade do induzir esse efeito sem aumentar a percepção de esforço é um ponto positivo, pois indica que essa prática pode ser segura e acessível para essa população.

    Diante desses resultados, fica claro o exercício funcional é uma ferramenta poderosa para a saúde cardiovascular e o bem-estar geral de jovens e idosos. Se você está em busca de uma atividade física eficiente, que possa ser adaptada às suas necessidades e que ainda traga benefícios comprovados para o coração, o treinamento funcional pode ser a escolha ideal. Que tal experimentar e sentir na própria pele seus efeitos positivos?

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/314191367_Blood_pressure_responses_after_a_session_of_functional_training_in_young_and_elderly_a_pilot_study

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    https://justbriefit.com/tai-chi-chuan-e-yoga-tambem-promovem-reducao-da-pressao-arterial/

    https://justbriefit.com/exercicio-fisico-em-circuito-de-praia-e-similar-ao-tradicional-aerobico-e-resistido/

    https://justbriefit.com/qual-o-melhor-metodo-de-avaliacao-da-composicao-corporal/

    https://justbriefit.com/pilates-e-seguro-e-eficiente/

    https://justbriefit.com/videogames-ativos-podem-ser-usados-por-usuarios-de-cadeira-de-rodas-e-promover-saude-cardiovascular/

  • A Importância do VO2max na Natação e a Efetividade do Progressive Swim Test

    A Importância do VO2max na Natação e a Efetividade do Progressive Swim Test

    A capacidade aeróbica é um fator determinante para o desempenho em diversas modalidades esportivas, especialmente na natação, onde a eficiência cardiorrespiratória influencia diretamente a performance. Nesse contexto, a avaliação do consumo máximo de oxigênio (VO2max) se torna uma ferramenta essencial para treinadores e atletas que desejam compreender e aprimorar a resistência e a eficiência fisiológica do nadador.

    Objetivo e metodologia

    O presente estudo teve como objetivo avaliar o VO2max em nadadores adultos não especialistas utilizando um teste indireto previamente validado e verificar sua relação com o teste de 400 metros nado livre. Para isso, foram analisados 17 nadadores do sexo masculino, com idade média de 21,5 anos, peso de 74 kg, altura de 172,9 cm e percentual de gordura corporal de 15,2%.

    Os testes buscaram compreender como variáveis fisiológicas e de desempenho se relacionam com a capacidade aeróbica dos nadadores. Foram analisadas as frequências cardíacas antes e depois dos testes, a percepção subjetiva de esforço, o número de voltas completadas e o tempo de execução medido em minutos.

    Quais os resultados mais importantes?

    Os resultados demonstraram diferenças estatisticamente significativas em todas as variáveis (p < 0.05), com exceção da FC antes do teste, evidenciando alterações físicas e fisiológicas relevantes decorrentes do esforço empregado pelos nadadores.

    Outro achado importante do estudo foi a correlação inversa entre a frequência cardíaca após o teste e o tempo de execução, bem como entre o VO2max estimado pelo PSwT e o desempenho no teste de 400m. Isso significa que os nadadores com menor tempo de execução apresentaram uma maior eficiência aeróbica, demonstrando a importância da capacidade cardiorrespiratória na natação.

    A confiabilidade dos resultados foi confirmada através do Gráfico de Bland-Altman, que mostrou que os valores obtidos estavam dentro dos limites de concordância de 95% (±1.96 Desvio Padrão). Esse tipo de análise estatística é fundamental para garantir que os testes aplicados sejam consistentes e apresentem precisão na medição do VO2max, assegurando que o PSwT possa ser utilizado como um método confiável para nadadores não especialistas.

    O Papel do PSwT na Avaliação do VO2max

    O Progressive Swim Test (PSwT) surge como uma alternativa viável para estimar o VO2max de forma indireta e eficiente. Diferente dos testes tradicionais, que muitas vezes exigem equipamentos sofisticados e ambientes controlados, o PSwT pode ser realizado diretamente na piscina, tornando-o uma ferramenta acessível para treinadores e praticantes de natação. A relação negativa observada entre os resultados do PSwT e o desempenho no teste de 400m reforça sua validade para predizer a capacidade aeróbica de nadadores não especialistas.

    Além disso, a simplicidade do PSwT permite sua aplicação em diferentes contextos, como academias, clubes de natação e centros de treinamento, contribuindo para um monitoramento mais acessível do desempenho cardiorrespiratório de atletas amadores.

    Usar ou não usar o PSwT em nadadores?

    O estudo demonstrou que há uma relação significativa entre o VO2max estimado pelo PSwT e o desempenho no teste de 400 metros nado livre. A validade do PSwT foi confirmada através de análises estatísticas que indicaram sua capacidade de mensurar a aptidão aeróbica de nadadores não especialistas de forma confiável. Assim, pode-se usar. Porém, na população com caraterística específica de nadadores testada no estudo.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/310615190_Applicability_of_an_Indirect_VO2max_Test_Its_Association_with_the_400_Meters_Freestyle_Performance

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  • Videogames Ativos para usuários de cadeira de rodas também promovem saúde cardiovascular!

    Videogames Ativos para usuários de cadeira de rodas também promovem saúde cardiovascular!

    Nos últimos anos, os videogames ativos (VGAs) têm se tornado uma ferramenta inovadora para a prática de atividades físicas, proporcionando não apenas entretenimento, mas também benefícios à saúde. Uma das grandes questões que envolvem essa modalidade de exercício é seu impacto nas respostas hemodinâmicas, especialmente para indivíduos que fazem uso de cadeira de rodas. Um estudo recente investigou os efeitos agudos de uma sessão de treinamento com videogame ativo utilizando cadeira de rodas, trazendo resultados promissores.

    Objetivo do Estudo

    O objetivo da pesquisa foi analisar as respostas hemodinâmicas durante uma sessão de videogame ativo, utilizando cadeira de rodas. Para isso, os pesquisadores avaliaram variáveis como frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e duplo produto (DP), que é um indicador do consumo de oxigênio pelo miocárdio e do esforço cardíaco.

    Metodologia

    O estudo contou com a participação de doze indivíduos, sendo seis homens e seis mulheres adultos jovens. A sessão experimental consistiu em 15 minutos de atividade com o jogo Kinect Sports Boxing, um jogo que exige movimentos rápidos e intensos dos membros superiores. Durante a atividade, FC, PAS e DP foram monitorados antes, durante e após a sessão, permitindo uma análise detalhada das respostas do organismo ao esforço.

    Resultados Obtidos

    Os resultados indicaram aumentos significativos nas variáveis hemodinâmicas imediatamente após a sessão do videogame ativo.

    • Homens:
      • Frequência cardíaca: aumento de 68,00±8,99 bpm para 105,17±22,55 bpm;
      • Pressão arterial sistólica: aumento de 123,67±6,68 mmHg para 134,17±8,23 mmHg;
      • Duplo produto: aumento de 8.446,00±1.453,54 mmHg/bpm para 14.217,50±3.628,76 mmHg/bpm.
    • Mulheres:
      • Frequência cardíaca: aumento de 68,00±8,00 bpm para 126,00±20,44 bpm;
      • Pressão arterial sistólica: aumento de 100,33±8,82 mmHg para 113,17±9,15 mmHg;
      • Duplo produto: aumento de 6.843±1.160,36 mmHg/bpm para 14.405±3.597,45 mmHg/bpm.

    Após a sessão, os valores de FC, PAS e DP reduziram significativamente, aproximando-se dos níveis de repouso. Esse comportamento reforça a capacidade do organismo de se recuperar após o esforço, demonstrando que o exercício imposto pelo VGA foi intenso o suficiente para provocar uma resposta cardiovascular, mas seguro para os participantes.

    • Homens (recuperação após a sessão):
      • FC: 74,67±9,46 bpm;
      • PAS: 121±5,62 mmHg;
      • DP: 9.066,50±1.449,98 mmHg/bpm.
    • Mulheres (recuperação após a sessão):
      • FC: 76,83±9,02 bpm;
      • PAS: 100,67±3,01 mmHg;
      • DP: 7.745,33±1.025,34 mmHg/bpm.

    Interpretação dos Resultados

    Os achados deste estudo são extremamente relevantes, pois indicam que a prática com VGAs pode proporcionar um estímulo cardiovascular significativo, mesmo em indivíduos que utilizam cadeira de rodas (menor massa muscular ativa). O aumento na FC e no DP mostra que o coração trabalha mais para atender às demandas metabólicas da atividade, enquanto a recuperação rápida sugere que o esforço não é excessivo ou prejudicial.

    Além disso, os resultados reforçam o potencial dos videogames ativos como uma alternativa acessível e motivadora para a prática de exercícios. Pessoas com deficiência física muitas vezes enfrentam barreiras para a realização de atividades convencionais.

    Implicações Práticas

    Os benefícios dos videogames ativos vão além da saúde cardiovascular. Eles também podem contribuir para:

    • Melhora na coordenação motora e agilidade: os jogos exigem movimentos rápidos e coordenados dos membros superiores, promovendo ganhos na destreza e na funcionalidade dos braços.
    • Aumento da motivação para a prática de exercícios: a gamificação torna o exercício mais divertido, incentivando a adesão a um estilo de vida ativo.
    • Promoção da inclusão: ao possibilitar a prática de atividades físicas em um ambiente doméstico, os VGAs eliminam barreiras físicas e sociais que muitas vezes dificultam a participação de pessoas com deficiência em programas de exercícios tradicionais.

    Alternativa de exercício físico para usuários de cadeiras de rodas

    Os videogames ativos se mostraram uma alternativa segura e eficaz para promover respostas cardiovasculares benéficas em indivíduos que utilizam cadeira de rodas. A elevação da FC, PAS e DP durante a sessão indica que essas atividades podem ser incorporadas como parte de um programa de exercícios para essa população, proporcionando benefícios à saúde sem comprometer a segurança.

    Dessa forma, os videogames ativos deixam de ser apenas uma forma de entretenimento e passam a ser uma poderosa ferramenta para a saúde, abrindo novas possibilidades para o treinamento físico adaptado. Para aqueles que utilizam cadeira de rodas e buscam uma maneira envolvente e eficiente de se exercitar, os VGAs representam uma excelente opção, combinando diversão e benefícios reais para o corpo e o coração.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/304364101_RESPOSTAS_HEMODINAMICAS_AGUDAS_APOS_UMA_SESSAO_DE_TREINAMENTO_COM_VIDEOGAME_ATIVO_EM_CADEIRA_DE_RODAS

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  • Tai Chi Chuan e Yoga também promovem redução da pressão arterial!

    Tai Chi Chuan e Yoga também promovem redução da pressão arterial!

    A prática de atividades físicas vem ganhando cada vez mais adeptos, não apenas pela busca por estética, mas principalmente pelos inúmeros benefícios que proporcionam à saúde. Entre as diversas modalidades disponíveis, o Tai Chi Chuan e o Yoga têm despertado grande interesse, sendo frequentemente associados ao bem-estar, equilíbrio mental e melhora da flexibilidade. No entanto, seus efeitos cardiovasculares ainda são pouco compreendidos, especialmente quando comparados a exercícios aeróbicos e de resistência.

    Diante dessa lacuna no conhecimento, um estudo recente investigou as respostas cardiovasculares durante e após sessões de Tai Chi Chuan (TS) e Yoga (YS), comparando-as com exercícios aeróbicos (AS) e de resistência (RS). Os resultados trouxeram dados interessantes sobre o comportamento hemodinâmico dessas práticas, demonstrando que, apesar de apresentarem menor intensidade, podem ser opções viáveis para promover benefícios cardiovasculares.

    O Estudo e sua Metodologia

    Para avaliar as respostas cardiovasculares, 14 mulheres jovens, aparentemente saudáveis, com idade média de 22,3 ± 2 anos, participaram do experimento. Cada participante realizou quatro sessões distintas: uma de exercício aeróbico (AS), uma de resistência (RS), uma de Tai Chi Chuan (TS) e uma de Yoga (YS). Durante as sessões, foram monitoradas a frequência cardíaca (HR), a pressão arterial sistólica (SBP) e a pressão arterial diastólica (DBP) em repouso, a cada 10 minutos durante a atividade e até 50 minutos após a finalização, para análise da hipotensão pós-exercício (PEH).

    Resultados: Como o Coração Reage a Cada Modalidade?

    Os achados do estudo indicaram que todas as modalidades – AS, RS, TS e YS – promoveram aumentos significativos na frequência cardíaca em relação ao repouso. Contudo, ao longo da sessão, observou-se que o exercício aeróbico (AS) apresentou valores superiores aos demais tipos de treino nos tempos de 10, 30 e 50 minutos. O exercício de resistência (RS) também se destacou em relação ao Tai Chi Chuan e ao Yoga, demonstrando um estímulo cardiovascular mais intenso.

    Quando analisada a pressão arterial sistólica (SBP), verificou-se um aumento significativo durante as atividades, com destaque para o AS, que apresentou valores mais elevados nos tempos de 30 e 50 minutos, em comparação ao RS, TS e YS. Por outro lado, a pressão arterial diastólica (DBP) não apresentou alterações significativas entre os grupos.

    Um dos aspectos mais relevantes do estudo foi a análise da hipotensão pós-exercício (PEH), fenômeno caracterizado pela redução da pressão arterial após a realização de uma atividade física. Os resultados indicaram que AS, RS e TS promoveram uma redução significativa da pressão arterial sistólica nos tempos de 10, 30 e 50 minutos após a sessão. O Yoga, por sua vez, demonstrou uma queda significativa apenas no tempo de 50 minutos. No entanto, a pressão arterial diastólica não apresentou reduções significativas em nenhuma das práticas avaliadas.

    Tai Chi Chuan e Yoga: Alternativas Seguras e Eficientes

    Embora AS e RS sejam reconhecidos por seus impactos mais expressivos na resposta cardiovascular, os achados sugerem que TS e YS também podem ser considerados eficazes para promover benefícios hemodinâmicos, especialmente quando o objetivo é encontrar atividades menos intensas, porém ainda benéficas à saúde.

    O Tai Chi Chuan e o Yoga são conhecidos por suas abordagens holísticas, que combinam movimento, respiração e foco mental. O aumento da frequência cardíaca observado durante essas práticas indica que, mesmo sendo atividades de menor impacto, ainda exigem adaptação do sistema cardiovascular. Isso pode ser particularmente vantajoso para indivíduos que necessitam de opções de exercício mais suaves, como idosos, pessoas com hipertensão controlada ou indivíduos em reabilitação cardíaca.

    Além disso, a ocorrência de PEH em TS e, em menor grau, em YS, sugere que essas práticas podem auxiliar no controle da pressão arterial, tornando-se alternativas viáveis para aqueles que buscam melhorar sua saúde cardiovascular sem a necessidade de realizar exercícios de alta intensidade.

    O Que Esses Resultados Representam para a Prescrição de Exercícios?

    Os dados do estudo reforçam a importância de diversificar as opções de exercício na prescrição de atividades físicas, levando em consideração as necessidades e preferências individuais. Enquanto os exercícios aeróbicos e de resistência continuam sendo fundamentais para a melhora do condicionamento físico e da saúde cardiovascular, o Tai Chi Chuan e o Yoga surgem como alternativas seguras e promissoras, especialmente para aqueles que buscam práticas mais leves, mas ainda assim eficazes.

    Além disso, os benefícios dessas atividades vão além do aspecto físico. Estudos anteriores já demonstraram que tanto o Tai Chi Chuan quanto o Yoga contribuem para a redução do estresse, melhora da qualidade do sono e aumento do bem-estar psicológico. Esses fatores, somados aos efeitos positivos na pressão arterial e frequência cardíaca, tornam essas práticas ainda mais valiosas para a saúde geral.

    Tai Chi Chuan e o Yoga promovem respostas cardiovasculares similares

    O estudo analisado evidencia que o Tai Chi Chuan e o Yoga promovem respostas cardiovasculares similares, ainda que em menor intensidade, às observadas em exercícios aeróbicos e de resistência. Apesar de apresentarem menores aumentos na frequência cardíaca e pressão arterial durante a prática, essas atividades demonstraram segurança e eficácia na promoção da saúde cardiovascular, incluindo a redução da pressão arterial pós-exercício.

    Portanto, para aqueles que buscam alternativas mais acessíveis e de baixo impacto, mas que ainda oferecem benefícios significativos ao sistema cardiovascular, o Tai Chi Chuan e o Yoga se mostram como opções viáveis e recomendáveis. Seja para complementar outras atividades ou como modalidades principais, essas práticas garantem não apenas uma melhora na saúde física, mas também um impacto positivo na qualidade de vida e no bem-estar mental.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/314007812_Tai-chi-chuan_and_yoga_onpostexercise_hypotension_comparison_to_aerobic_and_resistance_exercise

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  • Video Games Ativos e esforço físico ao longo de semanas de treinamento

    Video Games Ativos e esforço físico ao longo de semanas de treinamento

    Nos últimos anos, os video games ativos (AVGs) vêm ganhando popularidade como uma alternativa de exercício físico, combinando entretenimento com atividades que estimulam o movimento. Diferentes tipos de AVGs podem proporcionar diferentes níveis de esforço físico e influenciar a motivação dos jogadores de maneira variada. Um estudo recente teve como objetivo comparar a influência de dois tipos de AVGs na intensidade do esforço físico e na motivação de jovens adultos, além de avaliar a eficiência de instrumentos diretos e indiretos na medição do esforço físico.

    Metodologia do Estudo

    Para conduzir o estudo, foram recrutados 16 jovens adultos do sexo masculino, saudáveis, mas fisicamente inativos, sem experiência prévia com AVGs. Antes do início dos testes, foram realizadas avaliações basais que incluíam medições da pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC) e capacidade aeróbica (CA).

    Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos distintos:

    1. Grupo de AVG Estruturado: Este grupo jogou um video game ativo projetado especificamente para promover exercício físico, com regras e movimentos bem definidos.
    2. Grupo de AVG Não Estruturado: Aqui, os participantes jogaram um video game ativo que não exigia uma estrutura de exercício predefinida, permitindo movimentos mais livres e espontâneos.

    Durante as sessões de jogo, os pesquisadores mediram a resposta fisiológica dos participantes, incluindo a taxa de esforço percebido e o gasto energético (EE), além de compararem os resultados obtidos por meio de instrumentos diretos e indiretos, como a análise da frequência cardíaca.

    Resultados e Descobertas

    Os dados obtidos revelaram diferenças significativas entre os dois tipos de AVGs. Os participantes que jogaram o AVG estruturado apresentaram respostas de frequência cardíaca e gasto energético mais elevados em comparação com aqueles que jogaram o AVG não estruturado.

    As médias dos valores de capacidade aeróbica (CA) medida diretamente e indiretamente foram as seguintes:

    • Grupo de AVG Não Estruturado: 36.0 ± 5.2 ml/kg/min (direto) vs. 33.9 ± 6.0 ml/kg/min (indireto)
    • Grupo de AVG Estruturado: 39.0 ± 5.9 ml/kg/min (direto) vs. 37.7 ± 5.9 ml/kg/min (indireto)

    Esses valores demonstram que, pode ser usado fórmulas para calcular os valores (sem diferença direto vs. indireto). E que AVGs estruturados podem proporcionam um maior esforço cardiovascular e gasto calórico levemente maior (apesar de não apresentar diferenças significativas. A análise da frequência cardíaca mostrou-se uma ferramenta eficaz para medir o esforço físico em AVGs, tornando-se uma opção viável para estudos futuros e para monitoramento pessoal da intensidade do exercício.

    Implicações para o Uso de AVGs na Promoção da Atividade Física

    Os resultados do estudo têm importantes implicações para a utilização dos AVGs como ferramenta de incentivo à atividade física, especialmente para indivíduos fisicamente inativos. Os AVGs estruturados, por proporcionarem um maior esforço cardiovascular, podem ser mais eficazes para aqueles que desejam utilizar video games como forma de exercício. No entanto, os AVGs não estruturados também têm seu papel, pois podem aumentar a adesão ao exercício ao oferecer uma experiência mais livre e divertida. Sendo o VGA não estruturado com maiores valores de motivação, comparado ao estruturado.

    Videogames ativos estruturados e seu potencial

    O estudo demonstrou que os AVGs estruturados promovem uma maior resposta fisiológica em termos de frequência cardíaca e gasto energético quando comparados aos AVGs não estruturados. Além disso, a análise da frequência cardíaca provou ser uma ferramenta confiável para avaliar o esforço físico ao longo do tempo, podendo ser utilizada tanto em pesquisas quanto no monitoramento pessoal de exercícios realizados com video games ativos.

    O avanço dos AVGs abre um novo horizonte para a promoção da saúde e bem-estar, tornando a atividade física mais acessível e envolvente, especialmente para aqueles que encontram dificuldades em aderir a programas tradicionais de exercício. Assim, o uso estratégico desses jogos pode representar uma revolução no campo da saúde e do entretenimento, incentivando cada vez mais pessoas a se movimentarem de maneira prazerosa e eficiente.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/308908079_Physical_effort_energy_expenditure_and_motivation_between_Structured_and_Unstructured_Active_Videogames_Randomized_Controlled_Trial

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  • Qual o melhor método de Avaliação da Composição Corporal?

    Qual o melhor método de Avaliação da Composição Corporal?

    A avaliação da composição corporal é uma ferramenta essencial para entender a saúde nutricional e as modificações nos componentes corporais, bem como identificar potenciais riscos à saúde. Diferentes métodos são utilizados para medir a composição corporal, sendo a pesagem hidrostática (PH) considerada a técnica padrão-ouro. No entanto, outras técnicas, como a dobra cutânea (DC), a bioimpedância (BIA) e a circunferência (CIR), são frequentemente empregadas devido à sua praticidade e acessibilidade.

    Objetivo do Estudo

    O estudo teve como objetivo comparar e correlacionar os diferentes métodos de avaliação da composição corporal com a pesagem hidrostática. Especificamente, procurou-se entender o quão confiáveis e precisas são as técnicas de DC, BIA e CIR ao serem comparadas com a PH.

    Metodologia Utilizada

    A amostra foi composta por 50 jovens do gênero masculino, com idade média de 26,4 ± 4,7 anos. Foram aferidas diversas medidas antropométricas, incluindo estatura, massa corporal, circunferências corporais, dobras cutâneas, bioimpedância e pesagem hidrostática. Para analisar a diferença entre os métodos, utilizou-se a análise de variância multivariada e o teste Post Hoc Scheffé. Para verificar a correlação entre os diferentes métodos e a pesagem hidrostática, empregou-se o coeficiente de correlação de Pearson.

    Resultados Obtidos

    Os resultados mostraram que todas as técnicas analisadas apresentaram uma correlação significativa com a pesagem hidrostática (p<0,05). Isso indica que esses métodos são viáveis para a análise da composição corporal, pois possuem uma relação consistente com a técnica padrão-ouro. No entanto, ao comparar os resultados entre as diferentes técnicas, observou-se uma diferença significativa no percentual de gordura entre as medidas obtidas pela circunferência e pela pesagem hidrostática (14,81 ± 4,46% vs 18,06 ± 6,09%, p<0,05). Isso sugere que a circunferência pode subestimar a quantidade de gordura corporal quando comparada com a PH.

    Qual é o Melhor Método?

    Embora todas as técnicas analisadas tenham demonstrado boa correlação com a PH, a técnica de dobra cutânea (DC), especialmente a equação de Petroski, apresentou a maior correlação e resultados mais próximos aos da PH. Isso sugere que, para uma avaliação mais precisa da composição corporal em ambientes onde a pesagem hidrostática não está disponível, a utilização da DC (Petroski) pode ser a melhor alternativa.

    Por outro lado, a circunferência, apesar de sua simplicidade, apresentou diferenças significativas em relação à PH, o que pode comprometer sua precisão. A bioimpedância também demonstrou uma boa correlação, sendo uma opção válida para avaliações rápidas, desde que seus resultados sejam interpretados com cautela.

    Implicações Práticas

    Os achados deste estudo possuem importantes implicações para a área da nutrição, educação física e saúde em geral. Saber escolher a técnica adequada de avaliação da composição corporal é essencial para um diagnóstico nutricional preciso, monitoramento de treinamentos físicos e identificação de riscos à saúde, como obesidade e sarcopenia.

    Para profissionais que trabalham com avaliação física, recomenda-se o uso da técnica de dobra cutânea (DC – Petroski) devido à sua alta correlação com a PH e confiabilidade nos resultados. A bioimpedância pode ser utilizada como uma alternativa rápida, mas com a ressalva de que fatores como hidratação e níveis de eletrólitos podem influenciar os resultados. Por fim, a circunferência, apesar de sua simplicidade, pode não ser a melhor opção para uma análise precisa do percentual de gordura corporal.

    A composição corporal com procedimentos com boa correlação

    A avaliação da composição corporal é fundamental para entender o estado nutricional e prever riscos à saúde. O estudo demonstrou que todas as técnicas analisadas possuem boa correlação com a pesagem hidrostática, mas a técnica de dobra cutânea (DC – Petroski) se destaca como a melhor alternativa em termos de precisão. Assim, profissionais e pesquisadores podem utilizar essa informação para otimizar a avaliação física e melhorar a qualidade dos diagnósticos na área da saúde.

    Citação principal.

    https://www.researchgate.net/publication/282981072_Composicao_corporal_da_fita_metrica_a_pesagem_hidrostatica_Uma_analise_de_dois_componentes_Body_composition_from_the_tape-measure_to_hydrostatic_weighing_An_analysis_of_two_components

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  • Treinar com videogames ativos melhora a capacidade aeróbica?

    Treinar com videogames ativos melhora a capacidade aeróbica?

    Nos últimos anos, os Jogos Ativos (Active Video Games – AVG) emergiram como uma alternativa viável e divertida para combater o sedentarismo, especialmente entre os jovens adultos. Diferente dos jogos eletrônicos tradicionais, os AVGs exigem movimento físico do jogador, proporcionando uma forma de exercício que pode melhorar a saúde cardiovascular e o condicionamento físico. No entanto, nem todos os AVGs oferecem os mesmos benefícios.

    Um estudo recente investigou o impacto de diferentes tipos de AVGs na capacidade aeróbica e na melhora da carga de trabalho em jovens sedentários ao longo de seis semanas de intervenção. Os resultados revelam diferenças significativas entre jogos estruturados e não estruturados, destacando o potencial de certos AVGs como ferramentas eficazes para melhorar o condicionamento físico.

    O Estudo e Sua Metodologia

    Para entender como os AVGs podem impactar a saúde cardiovascular e a capacidade de exercício, os pesquisadores recrutaram 20 participantes sedentários e os dividiram aleatoriamente em três grupos:

    – Grupo de AVG estruturado (n = 6)

    – **Grupo de AVG não estruturado (n = 7)

    – Grupo controle (n = 7)

    Os participantes nos grupos de AVG jogaram seus respectivos jogos três vezes por semana, por 30 minutos por sessão, durante seis semanas. O grupo controle manteve suas atividades normais sem nenhuma intervenção relacionada a jogos ativos. O estudo avaliou a evolução da carga de trabalho e da capacidade aeróbica dos participantes ao longo do tempo.

    Principais Descobertas

    Os resultados mostraram que tanto o grupo de AVG estruturado quanto o não estruturado apresentaram melhora na carga de trabalho após quatro semanas de intervenção. No entanto, apenas o grupo estruturado manteve essa melhoria nas semanas cinco e seis. Isso sugere que os jogos estruturados podem proporcionar uma adaptação mais consistente e duradoura no condicionamento físico.

    No que diz respeito à capacidade aeróbica, ambos os grupos de AVG demonstraram ganhos significativos, mas o grupo estruturado teve um aumento muito mais expressivo. O grupo de AVG não estruturado apresentou um aumento médio de 3,7 ml.kg.min-1 (de 36,0 ± 5,2 para 39,7 ± 4,9 ml.kg.min-1, p = 0,038), enquanto o grupo estruturado teve um ganho ainda maior de 8,8 ml.kg.min-1 (de 39,0 ± 5,9 para 47,8 ± 4,3 ml.kg.min-1, p = 0,006). Essa diferença sugere que os AVGs estruturados podem ser mais eficazes na melhora da aptidão cardiovascular.

    O Que Torna um Jogo Estruturado Mais Eficaz?

    A diferença de impacto entre os AVGs estruturados e não estruturados pode estar relacionada ao nível de controle exercido sobre a atividade física durante o jogo. Os AVGs estruturados são projetados com regras específicas, objetivos definidos e uma progressão clara de dificuldade, o que pode incentivar os jogadores a manterem uma intensidade mais alta e constante durante as sessões. Jogos não estruturados, por outro lado, podem permitir pausas frequentes ou intensidade variável, reduzindo sua eficácia como forma de exercício.

    Implicações para a Saúde e o Treinamento

    Os achados deste estudo têm implicações importantes para aqueles que desejam utilizar jogos ativos como uma estratégia para melhorar a saúde e o condicionamento físico. Primeiramente, mostram que os AVGs podem, de fato, ser uma opção eficaz para aumentar a capacidade aeróbica e a carga de trabalho, desde que escolhidos corretamente. Jogos estruturados podem ser particularmente úteis para pessoas que desejam uma melhoria mais substancial e duradoura na aptidão física.

    Além disso, esses resultados podem ser valiosos para profissionais de educação física, treinadores e profissionais de saúde que buscam formas inovadoras de engajar indivíduos sedentários em atividades físicas. O uso de AVGs estruturados pode ser incorporado a programas de treinamento e intervenções de saúde, oferecendo uma opção acessível e motivadora para promover um estilo de vida mais ativo.

    Videogame ativo melhora capacidade aeróbica!

    Este estudo reforça a ideia de que nem todos os Jogos Ativos são iguais em termos de benefícios à saúde. Enquanto tanto os AVGs estruturados quanto os não estruturados podem melhorar a capacidade aeróbica e a carga de trabalho, os jogos estruturados demonstram um efeito mais consistente e duradouro. Para jovens sedentários que desejam melhorar sua saúde cardiovascular e condicionamento físico, a escolha do tipo certo de AVG pode fazer toda a diferença. Assim, o próximo passo é explorar quais jogos específicos oferecem os maiores benefícios e como otimizá-los para maximizar seus efeitos positivos na saúde.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/282590771_Improving_aerobic_capacity_through_active_videogames_A_randomizd_controlled_trial

    Gostou da informação? Compartilha com seu amigo(a).

    Quer saber mais sobre o tema? Leia mais aqui nesse link

    https://justbriefit.com/videogames-uma-alternativa-de-exercicio-fisico/

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  • Exercício físico em Circuito de Praia é similar ao tradicional Aeróbico e Resistido?

    Exercício físico em Circuito de Praia é similar ao tradicional Aeróbico e Resistido?

    A prática regular de exercícios físicos é um dos pilares fundamentais para a manutenção da saúde cardiovascular e o controle da pressão arterial. O efeito dos exercícios na pressão arterial, especialmente após a realização de atividades físicas, tem sido amplamente estudado, com o objetivo de compreender como diferentes modalidades de exercício podem influenciar a saúde cardiovascular.

    Foco do estudo

    O grande destaque desse estudo foi a comparação entre a sessão de circuito de praia e as tradicionais sessões de exercício aeróbico e resistido, ambos bastante conhecidos por seus benefícios cardiovasculares. A pesquisa revelou que, apesar das variações nas modalidades, a redução da pressão arterial após os exercícios foi significativa, sugerindo que todas as modalidades testadas podem ser eficazes na promoção de uma resposta hipotensora pós-exercício.

    Exercícios e Seus Efeitos na Pressão Arterial: A Busca pela Hipotensão Pós-Exercício (HPE)

    A pressão arterial é um dos principais indicadores de saúde cardiovascular, e suas flutuações podem refletir a eficácia de um exercício físico na melhora ou controle de doenças como a hipertensão. A Hipotensão Pós-Exercício (HPE) refere-se à queda temporária na pressão arterial que ocorre após a realização de atividades físicas. Para indivíduos com hipertensão, esse efeito pode ser benéfico, já que contribui para o controle da pressão arterial e pode ajudar a prevenir complicações cardiovasculares.

    Diversos estudos já mostraram que tanto os exercícios aeróbicos quanto os resistidos podem promover uma redução significativa na pressão arterial, especialmente em pessoas com hipertensão ou pré-hipertensão. O exercício aeróbico, como corrida ou natação, é bem conhecido por melhorar a saúde cardiovascular e reduzir a pressão arterial de maneira eficaz. Já os exercícios resistidos, que envolvem levantamento de pesos, são mais focados no fortalecimento muscular, mas também têm se mostrado eficientes na redução da pressão arterial, ao melhorar a força e a resistência cardiovascular.

    No entanto, um tipo de exercício que ainda está sendo mais explorado em termos de seus efeitos sobre a pressão arterial é o circuito de praia. Essa modalidade combina exercícios aeróbicos e resistidos em um formato contínuo, o que poderia teoricamente resultar em uma resposta hipotensora significativa. O estudo focou justamente em comparar a resposta da pressão arterial após a realização de uma sessão de circuito de praia com a resposta observada após a realização de exercícios aeróbicos e resistidos.

    O Estudo: Metodologia e Participantes

    O estudo foi realizado com a participação de 15 adultos jovens do sexo masculino, que realizaram três tipos de sessões de exercício, além de uma sessão controle. Os participantes foram divididos para realizar uma sessão de exercício aeróbico, uma sessão de exercício resistido, e uma sessão de circuito de praia, além de uma sessão de controle, onde não foi realizada atividade física.

    A sessão de circuito de praia consistiu em uma combinação de exercícios aeróbicos e resistidos, realizados alternadamente, no ambiente externo, em uma praia, o que proporciona uma experiência de treinamento única, com a resistência adicional da areia e do ambiente ao ar livre. A sessão aeróbica envolveu exercícios como corrida ou caminhada em ritmo moderado, enquanto a sessão de resistido incluiu levantamento de pesos ou atividades que estimulam a força muscular.

    Resultados: Hipotensão Sistólica e Diastólica Após os Exercícios

    Os resultados do estudo mostraram que todos os tipos de exercício induziram uma redução significativa na pressão arterial sistólica (a pressão arterial quando o coração está contraindo) após a realização das atividades. Especificamente, as sessões aeróbica e de circuito de praia apresentaram uma queda considerável na pressão arterial sistólica após o exercício, com reduções em torno de 14 ± 5 mmHg, 10 ± 3 mmHg e 8 ± 3 mmHg, respectivamente. Isso significa que, tanto a sessão aeróbica quanto o circuito de praia resultaram em uma queda significativa na pressão arterial sistólica, com o circuito de praia mostrando um efeito similar ao exercício aeróbico, mesmo sendo uma combinação de exercícios resistidos e aeróbicos.

    Além disso, a sessão de exercício resistido também causou uma redução significativa na pressão arterial sistólica, embora com uma diminuição um pouco mais moderada, ocorrendo nos minutos 20, 30 e 40 após a realização do exercício. No entanto, as diferenças entre as sessões aeróbica, resistida e de circuito de praia não foram estatisticamente significativas, indicando que todas as modalidades de exercício testadas tiveram efeitos semelhantes na redução da pressão arterial sistólica.

    Quando se tratou da pressão arterial diastólica, o estudo não encontrou diferenças significativas entre as sessões. Isso sugere que, embora as modalidades de exercício possam induzir uma redução na pressão arterial sistólica, o efeito na pressão diastólica foi mais modesto e não houve diferenças evidentes entre os tipos de exercício. Uma possível explicação, é o fato dos participantes possuirem valores de pressão arterial em normotensão.

    Implicações Práticas: Qual Modalidade é a Mais Eficaz?

    O estudo demonstrou que o circuito de praia, uma modalidade que combina exercícios aeróbicos e resistidos, pode ser tão eficaz quanto os exercícios aeróbicos tradicionais e os exercícios resistidos isolados quando se trata de reduzir a pressão arterial. Isso é relevante para a saúde pública, pois oferece uma alternativa interessante para aqueles que buscam uma forma eficaz de controlar sua pressão arterial sem se limitar a uma única modalidade de exercício. O circuito de praia não só proporciona os benefícios da redução da pressão arterial, mas também oferece um treino completo que trabalha tanto o sistema cardiovascular quanto o sistema muscular, promovendo benefícios de força e resistência.

    Além disso, a realização de exercícios ao ar livre, como no caso do circuito de praia, pode ter benefícios adicionais para a saúde mental, já que a exposição à natureza tem sido associada à redução do estresse, maior estimulação de vitamina D e ao aumento do bem-estar geral.

    Os Benefícios da Diversificação no Exercício Físico

    Em suma, o estudo mostrou que tanto os exercícios aeróbicos, os resistidos e os circuitos de praia podem induzir uma redução significativa da pressão arterial sistólica, com o circuito de praia se mostrando tão eficaz quanto as modalidades mais tradicionais. Embora o efeito sobre a pressão arterial diastólica tenha sido menos significativo, os resultados são promissores para aqueles que buscam formas diversificadas de exercícios para o controle da pressão arterial e a saúde cardiovascular. Incorporar o circuito de praia em programas de exercícios pode ser uma estratégia interessante, especialmente para aqueles que buscam um treino mais completo e dinâmico.

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    https://www.researchgate.net/publication/283716916_SESSAO_AGUDA_DE_CIRCUITO_NA_PRAIA_NO_CONTROLE_DA_PRESSAO_ARTERIAL_EM_INDIVIDUOS_NORMOTENSOS_UM_ESTUDO_PILOTO_EM_COMPARACAO_COM_SESSOES_DE_EXERCICIO_AEROBIO_E_RESISTIDO_ACUTE_CIRCUIT_SESSION_ON_THE_BEA

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  • Exercício Multicomponente em Idosas é importate para reabilitação física?

    Exercício Multicomponente em Idosas é importate para reabilitação física?

    O envelhecimento é um fenômeno natural que, ao longo dos anos, traz mudanças estruturais e funcionais no corpo humano. Esse processo, muitas vezes, é acompanhado por uma série de condições que podem afetar a saúde e a qualidade de vida dos idosos. Entre essas condições, o aumento da gordura corporal, a perda de massa muscular e a desregulação do peso estão entre as mais comuns. No entanto, a prática regular de exercícios físicos tem sido indicada como uma poderosa aliada na mitigação dessas mudanças. Um estudo realizado por Guimarães e colaboradores (2015) se propôs a investigar os efeitos de um programa de reabilitação física em mulheres idosas, especificamente no que diz respeito às alterações no Índice de Massa Corporal (IMC) e na composição corporal, incluindo a massa gorda e a massa muscular. E os resultados não poderiam ser mais promissores.

    O Envelhecimento e Seus Efeitos no Corpo Humano

    À medida que envelhecemos, nosso corpo passa por transformações significativas. A diminuição da massa muscular e o aumento da gordura corporal são dois dos principais aspectos desse processo. Esses fatores não apenas afetam a aparência física, mas também podem interferir em várias funções vitais, como o metabolismo, a mobilidade e a resistência a doenças. O Índice de Massa Corporal (IMC), que relaciona o peso corporal com a altura, é frequentemente utilizado como indicador do estado nutricional e da adequação do peso. No entanto, ele não é perfeito, já que não distingue entre massa muscular e massa gorda, o que pode levar a uma avaliação imprecisa da saúde, especialmente em idosos.

    Este estudo procurou justamente analisar como um programa estruturado de atividades físicas poderia impactar positivamente esses aspectos, contribuindo para a melhoria da saúde geral das mulheres idosas.

    O Estudo: Detalhamento da Pesquisa

    O estudo envolveu 160 mulheres idosas, com idade média de 63,8 anos, que participaram de um programa de exercícios físicos sistematizados durante 12 semanas. As participantes foram avaliadas antes e após o programa em relação a várias medidas antropométricas, incluindo o IMC e a composição corporal, que foi medida em termos de massa gorda e massa corporal magra. As participantes realizaram atividades físicas regulares, e o objetivo era verificar como essas intervenções influenciavam a composição corporal e o IMC ao longo do tempo.

    A escolha de mulheres idosas como participantes foi estratégica, pois elas são um grupo demográfico particularmente vulnerável às mudanças que ocorrem com o envelhecimento, como o aumento da gordura corporal e a perda de massa muscular. Além disso, o IMC tem sido amplamente utilizado para avaliar a adequação do peso e o estado nutricional em diversas faixas etárias, tornando-o uma métrica relevante para monitorar as mudanças no corpo.

    Resultados e Benefícios Observados

    Os resultados do estudo demonstraram uma série de benefícios significativos para as participantes após a conclusão do programa de 12 semanas. A massa corporal total foi reduzida de forma substancial, com a média passando de 68,2 kg para 67,2 kg (p<0,001). Essa diminuição no peso total não ocorreu de forma indiscriminada; a análise detalhada mostrou que houve uma redução tanto na massa gorda quanto na massa corporal magra, o que sugere que o programa não apenas ajudou na perda de gordura, mas também pode ter influenciado positivamente a manutenção ou o ganho de massa muscular em algumas participantes.

    Especificamente, a massa gorda diminuiu de 23,9 kg para 23,4 kg (p<0,001), e a massa corporal magra passou de 44,3 kg para 43,8 kg (p<0,001). A perda de massa gorda é particularmente significativa, uma vez que a gordura corporal excessiva está associada a diversos problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e hipertensão. Além disso, a manutenção ou leve aumento da massa muscular é um indicativo de que o programa de exercícios teve um efeito positivo na preservação da funcionalidade física das participantes, o que é crucial para a manutenção da mobilidade e da independência na vida cotidiana.

    Um dos aspectos mais notáveis do estudo foi a redução significativa no IMC das participantes, que passou de 21,8 para 21,4 (p<0,001). Embora o IMC seja uma medida simplificada e não ideal para avaliar diretamente a composição corporal, sua redução sugere que o programa de reabilitação física teve um impacto importante no controle do peso das participantes, ajudando a alcançar um equilíbrio mais saudável entre massa muscular e gordura corporal.

    Alterações no IMC: Impacto no Estado Nutricional e na Saúde das Idosas

    O IMC, embora amplamente utilizado como uma medida de avaliação de peso, é um indicador que deve ser analisado com cautela, especialmente em populações idosas. No entanto, a redução no IMC observada no estudo é um reflexo positivo das mudanças na composição corporal, com a diminuição da gordura e a manutenção da massa magra. Para as mulheres idosas, essa redução pode ter implicações diretas na melhoria da saúde geral, incluindo a diminuição do risco de doenças relacionadas à obesidade e ao sobrepeso, como as doenças cardíacas e metabólicas.

    Além disso, o controle do IMC, aliado à preservação da massa muscular, pode contribuir para a melhoria da funcionalidade física, promovendo uma maior independência e capacidade para realizar atividades do dia a dia. A perda de peso e a melhoria da composição corporal também podem resultar em melhor autoestima, aumento da energia e maior disposição para participar de outras atividades físicas e sociais.

    Um Passo Crucial para a Saúde das Idosas

    Desta forma, o estudo realizado por Guimarães e colaboradores (2015) comprova que a prática regular de exercícios físicos pode trazer benefícios substanciais para as mulheres idosas, não apenas em termos de perda de peso, mas também na melhoria da composição corporal. A redução da massa gorda e a manutenção da massa muscular, aliadas ao controle do IMC, são fatores que podem melhorar significativamente a qualidade de vida das idosas, ajudando a prevenir uma série de doenças e promovendo maior funcionalidade e independência.

    O estudo reforça a importância de programas de reabilitação física voltados para idosos, destacando a relevância de atividades físicas planejadas e supervisionadas para o envelhecimento saudável. As evidências apontam que a intervenção física pode ser um fator transformador na vida das idosas, promovendo um envelhecimento ativo e saudável, e demonstrando que nunca é tarde demais para começar a se cuidar. Esse tipo de programa não só melhora a saúde física, mas também o bem-estar psicológico e social das participantes, oferecendo-lhes uma nova perspectiva sobre a vida na terceira idade.

    Citação principal

    https://www.researchgate.net/publication/280446771_Modifi_cacoes_no_indice_de_massa_corporal_em_mulheres_idosas_apos_um_programa_de_reabilitacao_fisica_Changes_in_body_mass_index_in_older_women_after_physical_rehabilitation_program

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    https://justbriefit.com/pilates-e-seguro-e-eficiente/

  • Gestor esportivo em academias:  Quais são as competências, perfil e formação?

    Gestor esportivo em academias: Quais são as competências, perfil e formação?

    A Revolução Industrial foi um marco na sociedade, não apenas pelo avanço das indústrias e do trabalho, mas também pela transformação dos hábitos de vida das pessoas. Com a melhoria das condições de vida, surgiram novos desafios e oportunidades, e entre esses desafios, um se destaca: como as pessoas utilizam o tempo livre que antes era ocupado com trabalho árduo? Uma das respostas mais significativas a essa mudança foi o surgimento das academias de ginástica, que passaram a ocupar um papel central na vida das pessoas ao proporcionar atividades físicas para a saúde, lazer e até o esporte. No entanto, à medida que esse mercado crescia, a gestão das academias se tornava cada vez mais complexa e especializada, o que colocou o gestor esportivo em uma posição crucial para o sucesso dessas empresas.

    Figura do gestor esportivo?

    A figura do gestor esportivo, especialmente nas academias de ginástica, evoluiu ao longo das últimas décadas. Antes mais voltados para o treinamento técnico, esses profissionais agora precisam ter uma formação e habilidades que englobem áreas como administração, marketing, finanças e gestão de pessoas, além de uma sólida base no campo da educação física. A combinação de conhecimentos técnicos e administrativos é essencial para garantir a sustentabilidade e o sucesso das academias em um mercado competitivo.

    Competências do Gestor Esportivo: A Interseção Entre Educação Física e Administração

    Ao explorar as competências necessárias para um gestor de academias de ginástica, o estudo aponta que o profissional precisa ter um entendimento profundo tanto da educação física quanto da administração. Enquanto a formação acadêmica em educação física fornece a base de conhecimento técnico sobre o corpo humano, treinamento físico e saúde, as habilidades de gestão permitem que o gestor lide com os aspectos administrativos e financeiros da academia, como controle de custos, estratégias de marketing e gestão de pessoas.

    A análise de livros e artigos disponíveis em bases de dados como Scielo e Capes revela que as competências dos gestores esportivos são multifacetadas. Além das habilidades relacionadas diretamente com a gestão de academias, como planejamento estratégico, liderança e comunicação eficaz, o gestor também deve ser capaz de se adaptar a diferentes demandas. No mundo das academias, isso significa saber como equilibrar o ambiente esportivo com o de lazer e saúde, atendendo a um público diversificado que vai desde aqueles que buscam uma atividade física mais leve até os atletas de alto rendimento.

    O gestor esportivo moderno precisa ser uma pessoa altamente adaptável, que saiba integrar os conhecimentos técnicos da educação física com as práticas de gestão. Esse equilíbrio é o que define o sucesso de uma academia. Enquanto o educador físico cuida da parte técnica, o administrador tem o papel de garantir que a estrutura da academia funcione de forma eficiente, oferecendo uma experiência atraente e sustentável para os seus membros.

    O Perfil do Gestor Esportivo: Diversidade e Desafios

    Outro ponto importante levantado pelo estudo é a dificuldade em identificar um perfil único para o gestor esportivo de academia. Isso se deve à grande diversidade de contextos em que esses profissionais atuam. O perfil de um gestor de uma academia de grande porte pode ser completamente diferente daquele de um gestor de uma academia boutique, que oferece serviços mais personalizados. A realidade do mercado de academias exige que o gestor tenha um olhar atento às diferentes necessidades de seus clientes, seja no segmento de saúde e bem-estar, ou no segmento de alta performance e treinamento especializado.

    Os gestores de academias de ginástica são frequentemente desafiados a equilibrar vários papéis. Eles não apenas gerenciam a operação diária da academia, como também precisam ser inovadores para atrair novos membros, motivar os funcionários e manter um ambiente saudável para todos. Esse cenário dinâmico exige que o gestor possua um conjunto de habilidades interpessoais, como empatia, liderança e capacidade de resolução de problemas.

    Formação e Capacitação: Uma Necessidade de Aperfeiçoamento

    Quando se fala na formação do gestor esportivo, é claro que a educação formal em áreas como a educação física é essencial, mas ela não é mais suficiente por si só. O estudo aponta que, apesar de haver uma expansão do número de cursos de educação física, a formação voltada para a gestão esportiva ainda carece de maior ênfase. O mercado de academias está em constante evolução, e os gestores precisam estar atualizados com as últimas tendências de mercado, inovações tecnológicas, técnicas de gestão e estratégias de marketing digital.

    Cursos de especialização, workshops e programas de treinamento voltados especificamente para a gestão de academias de ginástica são fundamentais para que os profissionais adquiram as habilidades necessárias para desempenhar suas funções de maneira eficiente. Além disso, é importante que as pesquisas sobre gestão esportiva, especialmente na área de atividade física e saúde, se expandam, contribuindo para a criação de novos modelos e práticas que possam ser aplicadas ao dia a dia das academias.

    O Caminho para o Futuro da Gestão de Academias

    Em resumo, o gestor esportivo de academias de ginástica desempenha um papel essencial na dinâmica do mercado atual. As competências exigidas para esse cargo são uma fusão de conhecimentos técnicos da educação física e habilidades de gestão, adaptadas às demandas de um mercado cada vez mais competitivo e diversificado. A falta de um perfil único para o gestor reflete a diversidade de contextos em que ele atua, sendo um profissional capaz de transitar por diferentes áreas, desde a saúde e o lazer até o alto desempenho no esporte.

    Embora a formação básica em educação física continue sendo fundamental, é evidente que o campo da gestão esportiva precisa de mais investimentos em pesquisa e capacitação. A combinação de conhecimentos técnicos e administrativos, bem como a habilidade de se adaptar às necessidades de um público crescente e exigente, será a chave para o sucesso de qualquer academia de ginástica no futuro. Ao se especializar em gestão, os profissionais poderão oferecer uma experiência mais enriquecedora para seus clientes e, ao mesmo tempo, garantir a saúde financeira e a sustentabilidade do negócio.


    CITAÇÃO

    COMPETÊNCIAS, PERFIL E FORMAÇÃO DO GESTOR ESPORTIVO DE ACADEMIA DEGINÁSTICA: UMA REVISÃO

    https://www.researchgate.net/publication/332018788_Competencias_Perfil_e_Formacao_do_Gestor_Esportivo_de_Academia_de_Ginastica_Uma_Revisao#fullTextFileContent

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  • Pilates é seguro e eficiente?

    Pilates é seguro e eficiente?

    As respostas hemodinâmicas do Pilates foram estudadas e comparadas com exercícios físicos tradicionais?

    A prática regular de exercícios físicos é amplamente reconhecida por seus benefícios à saúde, especialmente no que diz respeito à função cardiovascular e ao controle da pressão arterial. O American College of Sports Medicine recomenda a realização de exercícios aeróbicos e de resistência para indivíduos saudáveis e aqueles com condições cardiometabólicas.

    No entanto, uma modalidade que tem ganhado popularidade nos últimos anos é o Pilates, conhecido por sua capacidade de melhorar a postura, a força muscular, a flexibilidade e até mesmo contribuir para processos de reabilitação. Mas será que essa prática também influencia positivamente os parâmetros hemodinâmicos, como fazem o exercício aeróbico e o treinamento resistido?

    Estudo tenta responsar esse questionamento

    Para responder a essa pergunta, um estudo analisou a segurança hemodinâmica de uma sessão de Pilates (SP) e comparou seus efeitos na pressão arterial e frequência cardíaca com os do exercício aeróbico (SA) e do treinamento resistido (SR). O objetivo foi verificar se o Pilates poderia produzir uma redução significativa da pressão arterial após o exercício (hipotensão pós-exercício – HPE), bem como avaliar a segurança de sua prática por meio do cálculo do duplo produto (frequência cardíaca x pressão arterial sistólica).

    O Estudo: Metodologia e Resultados

    Participaram do estudo 12 jovens do sexo masculino, com idade média de 23,3 anos e índice de massa corporal (IMC) de 23,9 kg/m². Cada voluntário realizou quatro sessões diferentes, cada uma com 60 minutos de duração: uma sessão de Pilates, uma de exercício aeróbico, uma de treinamento resistido e uma sessão controle (sem exercício). Durante as sessões, foram medidas a pressão arterial e a frequência cardíaca, tanto em repouso quanto a cada 15 minutos durante e após os exercícios. O duplo produto foi calculado como um indicador do esforço cardiovascular.

    Os resultados revelaram que todas as sessões de exercício aumentaram significativamente o duplo produto, indicando um esforço cardiovascular relevante. Os valores médios foram de aproximadamente 25.000 mmHg x bpm para o exercício aeróbico, 16.000 mmHg x bpm para o treinamento resistido e 14.000 mmHg x bpm para o Pilates. Isso sugere que o Pilates exige um esforço menor do sistema cardiovascular em comparação com as outras modalidades estudadas, o que pode ser positivo para indivíduos que buscam uma atividade física segura e de baixa intensidade.

    No que diz respeito à hipotensão pós-exercício, observou-se que o exercício aeróbico foi o mais eficaz em reduzir a pressão arterial sistólica, com quedas significativas aos 15, 30, 45 e 60 minutos após a sessão. O treinamento resistido também apresentou reduções significativas, embora apenas aos 45 e 60 minutos. Por outro lado, o Pilates não gerou reduções estatisticamente significativas na pressão arterial sistólica, apresentando quedas modestas de 4 a 6 mmHg. Nenhuma das modalidades de exercício influenciou significativamente a pressão arterial diastólica.

    O Que Esses Resultados Significam?

    Os achados do estudo indicam que o Pilates é uma prática segura do ponto de vista hemodinâmico, já que o duplo produto permaneceu abaixo da faixa máxima considerada segura (≤30.000 mmHg). Isso significa que a atividade não impõe riscos cardiovasculares elevados para indivíduos jovens e saudáveis.

    No entanto, no que se refere à hipotensão pós-exercício, o Pilates não demonstrou o mesmo impacto que o exercício aeróbico e o treinamento resistido. A redução da pressão arterial após o exercício é um efeito desejável, especialmente para indivíduos hipertensos, pois pode contribuir para o controle da hipertensão e reduzir o risco de eventos cardiovasculares. A ausência desse efeito significativo no Pilates pode estar relacionada à sua menor intensidade em comparação com os outros tipos de exercício analisados.

    Apesar disso, vale ressaltar que mesmo pequenas reduções na pressão arterial podem trazer benefícios à saúde. Estudos sugerem que uma diminuição de apenas 2 mmHg na pressão arterial sistólica pode reduzir em 6% o risco de morte por acidente vascular cerebral (AVC) e em 4% o risco de morte por doenças coronarianas. Assim, ainda que o Pilates não seja tão eficaz quanto o exercício aeróbico ou o treinamento resistido nesse aspecto, ele ainda pode ser considerado uma opção benéfica para a saúde cardiovascular.

    Pilates: Para Quem é Indicado?

    Dado seu perfil de intensidade leve-moderada e baixo impacto, o Pilates pode ser particularmente vantajoso para pessoas que buscam um exercício seguro e eficaz, como idosos, indivíduos em reabilitação ou aqueles com condições musculoesqueléticas. Além disso, a modalidade tem sido amplamente utilizada para melhorar a postura, reduzir dores crônicas e fortalecer a musculatura estabilizadora do corpo.

    Para aqueles que desejam obter benefícios cardiovasculares mais expressivos, o ideal seria combinar o Pilates com outras formas de exercício, como caminhadas, corrida ou treinamento de resistência. Dessa forma, seria possível usufruir das vantagens do Pilates, como o aumento da flexibilidade e a melhora do equilíbrio, ao mesmo tempo em que se aproveitam os efeitos hipotensores de atividades aeróbicas e resistidas.

    Conclusão

    O Pilates é uma atividade segura do ponto de vista hemodinâmico, sem oferecer riscos cardiovasculares para jovens saudáveis. No entanto, sua capacidade de promover hipotensão pós-exercício é limitada em comparação com o exercício aeróbico e o treinamento resistido. Apesar disso, seu impacto positivo na saúde geral, mobilidade e bem-estar torna o Pilates uma excelente opção de exercício para diversos perfis de praticantes.

    Se você busca um exercício completo e equilibrado, o Pilates pode ser um ótimo ponto de partida. Porém, se seu objetivo é um maior controle da pressão arterial e benefícios cardiovasculares significativos, a combinação com outras modalidades pode ser a melhor estratégia para uma vida mais saudável e ativa.

    Citação principal

    Respostas hemodinâmicas durante e após sessão de pilates em comparação com exercício aeróbico e resistido

    https://www.researchgate.net/publication/277636832_Respostas_hemodinamicas_durante_e_apos_sessao_de_pilates_em_comparacao_com_exercicio_aerobico_e_resistido

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  • Videogames Ativos: Frequência Cardíaca e Pressão Arterial

    Videogames Ativos: Frequência Cardíaca e Pressão Arterial

    Um Novo Caminho Para a Atividade Física?

    Os videogames ativos (VGA’s) têm ganhado cada vez mais espaço na discussão sobre saúde e bem-estar. Assim, têm se tornado uma alternativa para tornar o exercício físico mais acessível e divertido. Com a crescente preocupação sobre os efeitos do sedentarismo e o aumento das doenças cardiovasculares, pesquisadores têm se debruçado sobre o impacto real dessas tecnologias no organismo.

    Um estudo buscou avaliar os efeitos imediatos dos VGA’s na frequência cardíaca (FC) e na pressão arterial (PA) de adultos jovens. Os resultados indicam que esses jogos podem desempenhar um papel significativo na promoção da saúde cardiovascular.

    O Estudo e Sua Metodologia

    A pesquisa envolveu oito participantes do sexo masculino, com uma média de idade de 21 anos. Os participantes passaram por uma sessão de 72 minutos jogando diferentes modalidades no Xbox 360º Kinect®, incluindo Dance Central 3 e Kinect Sports (boxe, vôlei e tênis de mesa). Além disso, durante toda a sessão, a frequência cardíaca e a pressão arterial foram monitoradas para verificar as respostas fisiológicas provocadas pelos jogos.

    Os pesquisadores buscaram identificar se os VGA’s realmente promovem um estímulo suficiente para modificar o sistema cardiovascular, tornando-se uma alternativa válida às formas tradicionais de exercício.

    Os Efeitos dos Videogames Ativos no Sistema Cardiovascular

    Os resultados revelaram que os VGA’s podem, de fato, provocar alterações significativas na frequência cardíaca e na pressão arterial. Durante a sessão, os participantes atingiram uma frequência cardíaca máxima (FCmáx) correspondente a um nível de intensidade moderada. Isso significa que os jogos foram capazes de gerar uma carga cardiovascular suficiente para contribuir com a saúde do coração e do sistema circulatório.

    Esse é um achado relevante, pois sugere que os VGA’s não são apenas uma forma de entretenimento. Porém, também pode ser uma ferramenta potencial para incentivar a prática de atividades físicas entre indivíduos que têm dificuldade em aderir a exercícios convencionais. Além disso, os efeitos na pressão arterial indicam que esse tipo de exercício pode auxiliar no controle da hipertensão, uma das principais condições de risco cardiovascular no mundo.

    Implicações Para a Saúde e o Futuro dos Exercícios Digitais

    A capacidade dos VGA’s de induzir mudanças fisiológicas comparáveis a exercícios moderados abre novas perspectivas para o seu uso em programas de saúde pública. Eles podem ser incorporados em academias, clínicas de reabilitação e até mesmo em escolas como uma forma mais atrativa de atividade física para crianças e adolescentes.

    Outro ponto importante é que os VGA’s podem ser uma alternativa acessível para indivíduos que não têm fácil acesso a academias ou a espaços adequados para prática esportiva. Para muitas pessoas, a barreira do custo e da localização pode impedir a adesão a uma rotina de exercícios. Com os videogames ativos, é possível transformar a sala de estar em um espaço de treinamento eficiente e dinâmico.

    No entanto, vale ressaltar que, apesar dos achados positivos, são necessárias pesquisas adicionais para confirmar esses efeitos em diferentes populações e games ativos diferentes. Além disso, é importante avaliar os efeitos a longo prazo do uso frequente dos VGA’s na saúde cardiovascular.

    Conclusão

    Por fim, os videogames ativos podem ser uma ferramenta eficaz para promover exercícios de intensidade moderada, contribuindo para a saúde cardiovascular de uma forma inovadora e envolvente. Para aqueles que buscam uma maneira mais divertida de se manterem ativos, os VGA’s surgem como uma excelente alternativa ao exercício tradicional. Além disso, no futuro, é possível que esses jogos se tornem parte integrante de programas de prevenção e reabilitação cardiovascular, ampliando as possibilidades de promoção de saúde através da tecnologia.

    Dica

    Assim, a próxima vez que você pensar em exercício, talvez seja interessante considerar ligar o console e se movimentar com os videogames ativos. Além da diversão garantida, seu coração também agradecerá!

    Citação principal

    Respostas agudas da frequência cardíaca e da pressão arterial em uma sessão de jogos de vídeo game ativos em adultos saudáveis: um estudo piloto.

    https://www.researchgate.net/publication/274360585_Respostas_agudas_da_frequencia_cardiaca_e_da_pressao_arterial_em_uma_sessao_de_jogos_de_video_game_ativos_em_adultos_saudaveis_um_estudo_piloto

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  • Videogames: uma alternativa  de exercício físico!

    Videogames: uma alternativa de exercício físico!

    Impacto dos Videogames Ativos na Frequência Cardíaca: Uma Nova Fronteira?

    Os videogames deixaram de ser um entretenimento passivo. Hoje, são considerados uma forma de atividade física interessante e divertida. Os jogos ativos utilizam sensores de movimento e exigem uma participação corporal intensa. Dessa forma, representam uma nova possibilidade de exercício.

    Videogames Ativos e Seus Benefícios

    Mas será que esses jogos são realmente eficazes para aumentar a frequência cardíaca e promover a saúde? Para responder a essa pergunta, Brito-Gomes et al. (2014) analisaram as respostas fisiológicas de diferentes videogames ativos do Xbox 360 Kinect.

    O Estudo e Sua Metodologia

    O estudo contou com oito jovens adultos, com idade média de 21 anos. Os participantes jogaram por 72 minutos, divididos entre quatro jogos ativos diferentes:

    • Kinect Sports Boxing
    • Dance Central 3
    • Kinect Sports Volleyball
    • Kinect Sports Table Tennis

    Antes de iniciar os jogos, os voluntários passaram por um período de familiarização de três minutos com cada jogo. Depois, jogaram por dez minutos seguidos, com cinco minutos de descanso passivo entre as partidas. Durante toda a sessão, a frequência cardíaca dos participantes foi monitorada a cada minuto.

    Resultados e Impacto Fisiológico

    Os resultados mostraram um aumento significativo na frequência cardíaca dos participantes. Veja os valores médios registrados:

    • Kinect Sports Boxing: 121 ± 7,99 bpm
    • Dance Central 3: 121 ± 6,01 bpm
    • Kinect Sports Volleyball: 113 ± 3,95 bpm
    • Kinect Sports Table Tennis: 103 ± 4,16 bpm

    Os jogos de boxe e de dança geraram as respostas mais intensas, atingindo níveis semelhantes aos de exercícios de intensidade moderada. Por outro lado, o vôlei e o tênis de mesa elevaram a frequência cardíaca de forma mais leve, mas ainda dentro da faixa recomendada para promover saúde.

    O Papel dos Videogames Ativos na Promoção da Saúde

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana para manter uma boa saúde cardiovascular e metabólica. Os achados deste estudo sugerem que os videogames ativos podem contribuir para essa meta, sendo uma excelente opção para quem leva um estilo de vida sedentário.

    Um Exercício Divertido e Motivador

    Muitas pessoas abandonam os treinos tradicionais por causa da monotonia. No entanto, transformar o exercício em uma atividade interativa e divertida pode aumentar a motivação e a adesão às práticas físicas.

    Escolha o Jogo Certo Para Você

    Cada jogo gera diferentes respostas fisiológicas, permitindo que os usuários escolham de acordo com seus objetivos:

    • Para um treino mais intenso: Kinect Sports Boxing e Dance Central 3 são ideais, pois elevam bastante a frequência cardíaca.
    • Para um exercício mais leve: Kinect Sports Volleyball e Kinect Sports Table Tennis são boas opções.
    • Para melhorar a coordenação motora e o equilíbrio: Jogos de dança e esportes de raquete são recomendados.

    Considerações Finais

    Os videogames ativos podem ser uma ferramenta eficaz para promover a atividade física e a saúde cardiovascular de forma acessível e divertida. Embora não substituam totalmente os exercícios convencionais, podem ser um excelente complemento para quem busca variar sua rotina de atividades.

    Já Experimentou?

    Se você ainda não testou os videogames ativos, talvez seja o momento ideal para experimentar. Quem disse que jogar videogame e se exercitar não podem andar juntos?

    Citação do documento

    Heart rate response during a session with different active videogames

    https://www.researchgate.net/publication/286924860_Heart_rate_response_during_a_session_with_different_active_videogames

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    Quer saber mais sobre o tema? Leia mais aqui nesse link https://www.mtprehabjournal.com/revista/article/view/1126