A ciência aponta que a capoeira não é apenas arte — é também desempenho físico de alto nível.

Um estudo publicado na SciELO investigou o consumo máximo de oxigênio (V̇O2pico) e o limiar ventilatório de capoeiristas com diferentes níveis técnicos. O objetivo foi entender como o condicionamento aeróbio varia entre iniciantes e praticantes mais experientes — e como a modalidade se compara a outros esportes.

A pesquisa avaliou 26 praticantes, divididos por sexo e nível técnico, em um teste incremental máximo em esteira. Os resultados foram claros: homens treinados e graduados apresentaram valores significativamente maiores de V̇O2pico e limiar ventilatório em comparação às mulheres do grupo.

Mas o dado mais interessante vai além da comparação interna.

Os níveis de V̇O2pico observados foram iguais ou até superiores à média da população e muito próximos aos encontrados em atletas de modalidades como judô, karatê e jiu-jitsu. Ou seja: do ponto de vista fisiológico, a capoeira se posiciona no mesmo patamar de esportes de combate consolidados.

Outro ponto relevante é o impacto do nível técnico. Praticantes mais experientes demonstraram melhor eficiência cardiorrespiratória, indicando que o tempo de prática e a intensidade dos treinos influenciam diretamente no condicionamento físico.

Na prática, isso muda a forma como a capoeira pode ser enxergada.

Muito além de expressão cultural, música e jogo, ela se mostra uma atividade altamente exigente do ponto de vista aeróbio — capaz de desenvolver desempenho físico comparável ao de atletas de alto nível.

A conclusão é direta: quem treina capoeira com consistência não está apenas aprendendo movimentos — está construindo um sistema cardiorrespiratório forte, eficiente e competitivo.

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